
Em tempos pós- Sex and the City fica mais engraçado ainda ver comédias como Médica, Bonita e Solteira (Sex and the Single Girl, 1964). Se, por um lado, o filme pode ser visto como antiquado ou até ingênuo demais, por outro não se pode deixar de admirar sua elegância, sua graça e sua leveza, tantas vezes imitadas depois, sem tanta classe ou sucesso. Talvez porque classe esteja se tornando algo cada vez mais antiquado, também.
O diretor é Richard Quine, um dos mais subestimados das décadas de '50 e '60, mas autor de alguns sucessos da época, como este e o ainda melhor Quando Paris Alucina (Paris When It Sizzles, 1964) - e o elenco não poderia ser mais charmoso: Natalie Wood e Tony Curtis (fazendo brincadeiras com seu parceiro travestido em Quanto Mais Quente Melhor, Jack Lemmon), jovens e belos, Henry Fonda e Lauren Baccall, nem tão jovens mas também maravilhosos, e Mel Ferrer, outro dos subestimados (não devia ser muito fácil ficar meio à sombra de Audrey Hepburn).
A história não tem nada de muito original - jovem e bela psicanalista escreve um best-seller sobre o comportamento da mulher americana solteira (que dá o título original do filme) e vira o alvo de uma revista de escândalos e seu editor nada escrupuloso. Claro que os dois vão se conhecer e se apaixonar, vão rever suas opiniões iniciais e haver certa confusão envolvendo os outros personagens, mas tudo muito leve, bem-humorado e elegante como seus atores. E como pouco se vê nas comédias românticas que vieram nas décadas seguintes.
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1 comentários:
oi Alana,
q bom q vc apareceu
por meu blog,
brigadinho.
E vc, hem,
sempre com classe
como este filme.
Bjs
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