Uma vida não pode ser resumida em um filme, por melhor e mais realista que ele seja.
Não seria então a vida de Harvey Milk, o primeiro político americano eleito a não só se assumir publicamente homossexual, mas também a defender os direitos dos gays e outras "minorias", que caberia em duas horas de projeção - no caso, do ótimo Milk, a Voz da Igualdade (Milk, 2009).
Anos antes do filme de Gus Van Sant, o documentário The Times of Harvey Milk já recebera elogios e prêmios - como o Oscar de Melhor Documentário de 1985 - e emociona tanto quanto a versão que deu também o Oscar a Sean Penn. Aliás, um atrativo a mais é identificar no "verdadeiro" Harvey Milk a voz, os gestos, as expressões de Sean Penn no seu excelente desempenho, um dos mais brilhantes recentes.
A Cultura exibiu o documentário de Rob Epstein ontem, o que me fez ir dormir chorando, ao mesmo tempo triste pelo fim trágico - mas até certo ponto esperado, neste mundo de intolerância e loucura - e feliz por sua coragem, sua alegria, sua humanidade.
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1 comentários:
Perdi pela milésima vez ! Nunca sei quando vai passar na TV.
Queria muito ver porque tem importância cultural e pessoal.
Bem antes do filme do Gus Van Sant já tinha lido a respeito de Harvey Milk e sempre ansiei ver o documentário sobre "o Prefeito da Rua Castro".
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