segunda-feira, 31 de agosto de 2009

pais & filhos (ii)


Johnny Depp e Lily-Rose Melody, sua filha com Vanessa Paradis.
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domingo, 30 de agosto de 2009

these boots are made for walking


Eu sempre achei que devia haver uma espécie de "Curso Preparatório para Mães", destinado a ensinar, ao longo dos nove meses da gestação, a futura mamãe a adotar comportamentos universais, atávicos. Como, por exemplo: achar sempre seu filho(a) a coisinha mais linda e fofa e inteligente do mundo; não resistir à milésima roupinha tamanho P que encontra nas lojas infantis, mesmo quando ela é que esteja precisando renovar seu guarda-roupa; ficar na maior felicidade quando o bebê (porque será sempre um bebê) come bem e engorda, e, em contrapartida, quase se desesperar naqueles dias de inapetência fisiológica...
Bem... não passei - ao menos não conscientemente - por nenhuma dessas aulas ao longo da gravidez, mas acho que o conteúdo foi todinho absorvido no momento do parto, ou nas primeiras mamadas, de forma que me vejo já tão adaptada ao papel que não pude deixar de me reconhecer no texto de Jane Austen:

A sra. Weston, com a filhinha no colo, deixando-se levar por reflexões como essas, era uma das mulheres mais felizes do mundo. Se havia algo capaz de aumentar seu deleite era perceber que o primeiro jogo de roupinhas já não servia mais para a pequenina.

(de Emma).
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Ah, exibir cheia de orgulho as fotos do rebento, com sandalinha perdida e tudo, também está no programa do tal curso.
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pais & filhos (i)


(Ainda fixada em maternidade/paternidade...)
Chico Anysio e seu filho Bruno Mazzeo.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

o clube do filme

Lista de filmes, de novo?!
Eapoi...

Vinda de outro blog - http://devaneios-ricardo.blogspot.com/ - esta é uma "lista de quinze filmes que nunca esqueço, que não deveria tomar mais de 15 minutos de reflexão". No original deve-se passar a corrente para mais 15 colegas, mas eu estou - como sempre - sem tempo pra isso e não costumo mesmo mandar correntes pra ninguém, então...

Os meus:


1. Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)
2. Um Corpo que Cai (Alfred Hitchcock, 1958)
3. West Side Story (Robert Wise & Jerome Robbins, 1961)
4. Manhattan (Woody Allen, 1979)
5. A Noviça Rebelde (Robert Wise, 1965)
6. Um Convidado Bem Trapalhão (Blake Edwards, 1968)
7. O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)
8. Nós que nos Amávamos Tanto (Ettore Scola, 1974)
9. Morte em Veneza (Luchino Visconti, 1971)
10. Blade Runner, o Caçador de Andróides (Ridley Scott, 1982)
11. Desencanto (David Lean, 1945)
12. O Colecionador (William Wyler, 1965)
13. A Viagem do Capitão Tornado (Ettore Scola, 1990)
14. A Mulher do Lado (François Truffaut, 1981)
15. Quanto Mais Quente Melhor! (Billy Wilder, 1959)
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medieval

Mais iutube:
http://www.youtube.com/watch?v=f30D3LSe-kY

E eu ainda não vi muita graça no twitter.
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)

http://www.youtube.com/watch?v=kqMm8FiMKao&feature=related
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canal brasil


Só muito mais tarde assisti ao filme predileto de Santiago [ A Roda da Fortuna]. Se o mostro aqui, é porque ele me ajudou a entender que algumas transformações da minha vida aconteceram sem que eu percebesse.
No filme, Fred Astaire faz o papel de um dançarino de vaudeville, e Cyd Charisse, o de uma bailarina clássica. Os dois são convidados para estrelar a mesma peça e, claro, não se dão bem.
Quando tudo parecia perdido, Astaire convida Charisse para um passeio no parque. Meio sem jeito, eles caminham lado a lado. Não se falam nem se olham.
E então, acontece uma coisa linda e gratuita:


(...)
Ao fim da história [de Viagem a Tóquio, que tem uma cena mostrada pouco antes], a filha caçula pergunta: "A vida não é uma decepção?" Sua cunhada responde com um sorriso franco e generoso: "Sim, ela é."
Acho que é uma resposta que Santiago compreenderia. Enquanto viveu, ele se ocupou com seus nobres e suas castanholas. Foi salvo por coisas tão gratuitas quanto a dança no parque de que gostava tanto. Com elas, quem sabe?, pôde suportar a melancolia de quem suspeita que as coisas não fazem mesmo nenhum sentido.

Santiago (2006)
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De novo entra o filme de João Moreira Salles aqui, porque eu me lembrei dele, mesmo sem muita lógica na associação, quando terminei de ver Saneamento Básico - O Filme (2007). O filme de Jorge Furtado, além de ser uma comédia com momentos engraçadíssimos (graças principalmente a Wagner Moura e Camila Pitanga) e com a presença sempre ótima de Paulo José, serve para fazer pensar sobre a utilidade das coisas. O cinema é útil? a arte é útil? mais que um esgoto? menos que o destino do lixo? é ético se preocupar (e gastar dinheiro) com coisas como cinema, num país tão cheio de necessidades mais reais e imediatas?
Sim; sim; tanto quanto; tanto quanto; sim - concluem os personagens e o diretor. Até porque se do mundo nada se leva e tudo se deixa, quanto mais fizermos para melhorá-lo (com filmes, com saneamento básico) melhores também nos tornamos.
E a beleza salvará o mundo!
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

só as mães são felizes (iv)


Audrey Hepburn e um de seus filhos (help, Bruna: qual deles?)
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

de vista e de chapéu

(Michel Melamed)
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O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu?
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sábado, 22 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

guitar hero


"Nunca ninguém combinou com uma guitarra o blues, o rock e a 'psicodelia' com tanta facilidade e carisma" como Jimi Hendrix - deu na revista Time, que há pouco fez uma lista dos 10 mais, apontando os melhores guitarristas da história:

"1. Jimi Hendrix
O maior de todos os tempos? Talvez. Ninguém fundiu blues, rock e psicodelia com tanta facilidade ou usou uma guitarra com tanto carisma.

"2 . Slash
Um guitarrista notavelmente preciso que teve que aturar mais merdas dos vocalistas com quem tocou do que qualquer outro nesta lista. Ele chegou onde chegou parcialmente por causa de sua cartola? Sim, ele chegou.

"3 . B.B King
Ele não chama sua guitarra de Lucille para ser bonitinho. Com a ênfase de King no vibrato, ela soava como uma verdadeira mulher cantando blues.

"4 . Keith Richards
O mais notável dos discípulos de Chuck Berry é também o criador de riffs memoráveis - "(I Can't Get No) Satisfaction", "Jumpin' Jack Flash", "Gimme Shelter", "Start Me Up", etc. - como nenhum outro no rock 'n' roll.

"5 . Eric Clapton
Fluente em todos os estilos do blues, Clapton é provavelmente mais conhecido como o rei do Tulsa Sound. Ele está entre os guitarristas mais melódicos, usando seus solos para mover uma música ao invés de pará-la.

"6 . Jimmy Page
O som da guitarra de Page soava como seis guitarras, e o peso de sua mão direita é a chave para o som instantaneamente reconhecível do Led Zeppelin.

"7 . Chuck Berry
O pai da guitarra do rock 'n' roll, sua influência destacada ainda é vista em muitas músicas atualmente.

"8 . Les Paul
Um guitarrista maravilhosamente talentoso, Paul tinha uma série de hits futuristas na década de 50. Mas sua música foi superada por sua invenção: Paul foi o pioneiro no design e construção das guitarras modernas, que fizeram todos os outros desta lista bastante ricos.

"9 . Yngwie Malmsteen
O super rápido estilo "neo-clássico" do sueco - ele coloca como suas principais influências Bach e Paganini - é um borrão de escalas e precisão técnica. Isso quase te faz esquecer que a grande maioria das músicas dele são tão rápidas que não dá para escutar direito.

"10 . Prince
Ele cantava um pouco, mas Prince também tocava a guitarra principal. O solo de "Let's Go Crazy" é frequentemente citado como exemplo de seu estilo frenético, mas covers de "Just My Imagination" e "While My Guitar Gently Weeps" provam que ele também pode tocar sob controle."
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Sim, mas e cadê Johnny Marr?
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

lei 10.216


Colocando um pé sobre o cabo de reboque, apoiou o corpo contra a amurada ao lado de Teddy; e os dois ficaram vendo a ilha materializar-se diante deles: " Com os avanços - e sempre há avanços, não se engane, todos os dias - alcançados nos tratamentos da saúde mental, não vão existir mais espaços como este. Daqui a uns vinte anos vão classificá-lo como bárbaro. Um desastroso subproduto da velha influência vitoriana. O que então, felizmente, será coisa do passado. Integração será a apalavra de ordem. Sejam bem-vindos ao seio de nossa comunidade. Vamos confortá-lo. Vamos reconstruí-lo. Somos verdadeiros generais Marshall. Somos uma nova sociedade, e não há lugar para exclusão. Não haverá ilhas de Elba."

Dennis Lehane,
Paciente 67.
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Fiquei curiosa pra ler o livro depois de ver que foi filmado por Scorsese. É bom pensar que leio algo que ele também leu.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

mary poppins

O clichê é verdadeiro, como qualquer clichê que se preze: a cegonha torna você mais doce, sim.
Mais doce, mais tolerante, mais generosa - com as outras mães e seus exageros (e isso inclui a sua própria mãe, cada vez mais compreendida), com quem não tem sucesso na amamentação exclusiva, com quem lhe oferece qualquer ajuda, por mínima que pareça ser, e até mesmo com filmes assistidos.
Pode até ser que antes um filme tenha lhe parecido açucarado demais, ou tolo, e então, quando visto pós-bebê, eis que você passa a enxergar nele qualidades que antes não vira. Por exemplo: que o filme em questão não é a mais original ou profunda análise sobre a maternidade (Ingmar Bergman e outros cuidaram bem melhor do tema), mas ele consegue emocioná-la e fazê-la refletir sobre que tipo de mãe você quer ser; que não é a melhor nem mais divertida adaptação de best-seller vista nos últimos tempos ( O Diabo Veste Prada?), mas tem diálogos inteligentes e boas atuações; que uma idéia pode parecer até simplória - as aventuras de uma babá não são um tema tão auspicioso... - mas ainda assim render momentos de satisfação e interesse, mais agradáveis que alguns filmes bem mais pretensiosos, quando conduzida com ironia e emoção na medida certa.
E agora vou parar por aqui pra dar mais um beijo de boa noite na minha cria.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

radical chic


Há algumas semanas pude me sentir uma espécie de celebridade local, ou uma anônima famosa, como naquelas fotos de César de Cesário. Foi assim...
Enquanto esperava minha vez na recepção de uma clínica, uma conhecida repórter da cidade respondia às perguntas da recepcionista:
- Nome...
- Fulana. (pouco simpática)
- De quê?
- de Tal. (com cara ainda menos simpática)
- Profissão...
- Jornalista! (quase com raiva)
(eu torci pra ela ainda perguntar: - De onde? - mas parou por ali)

Aí chegou a minha vez e, depois do nome, a moça:
- Posso te perguntar uma coisa?
- Pode...
- Você estudou no Alfredo Dantas?
- Estudei.
- E era irmã do professor Alarcon?
- Sou sim. (mas queria mesmo ter dito: - Não só era como ainda sou...)
- Ah, eu nunca esqueço um rosto!

Como eu sou chique.
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da vida das marionetes (xv)


Lá vem mais um Oscar: Sean Penn é dirigido por Gus Van Sant em Milk - A Voz da Igualdade (Milk, 2008).
(A propósito: quando será que os tradutores brasileiros perderão essa mania tola de colocar subtítulos "explicativos"?)
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