quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

amigos imaginários (i)


Aquele mesmo ano [1967] marcaria um novo sucesso na carreira de Catherine [Deneuve]. Ela encarou a heroína de A Bela da Tarde (Belle de Jour) de Luis Buñuel. O velho mestre não se enganou ao escolhê-la para viver a personagem de Sévérine, uma mulher de classe média, com rosto frio e puro, que realiza as obsessões eróticas de sua mente. Toda estrela, certa ou erradamente, acaba sendo identificada com um filme e uma personagem. Para Catherine foi A Bela da Tarde. O filme teve sucesso mundial e virou um clássico, mas quabdo estreou em Paris os críticos o receberam com indiferença e não lhe fizeram justiça. Um jornalista com mais percepção escreveu no Positif: "Os brilhantes cérebros de nossos críticos manifestaram em coro o desapontamento causado neles por A Bela da Tarde... mostrando com isso o enfraquecimento de seu córtex cerebral".
Lembro-me de Catherine, completamente consternada, mostrando-me as críticas que recortara dos jornais. Mesmo assim o público formava filas nas portas dos cinemas que exibiam A Bela da Tarde.


Roger Vadim,
Bardot, Deneuve & Fonda - As memórias de Roger Vadim.
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Na minha galeria particular de personagens favoritos, Sevérine Serizy, a esposa fria que leva uma vida dupla à tarde (ou parece levar, que no filme a gente não sabe ao certo se o que acontece é realidade ou se são apenas os sonhos dela), tem destaque.
A beleza de Catherine Deneuve, as roupas sensacionais de Yves Saint-Laurent (que começaria assim uma amizade para a vida inteira com a estrela francesa), o clima onírico e charme escandaloso do filme são irresistíveis. A história da esposa que tem desejos desconhecidos do seu marido é interessante sempre, e atraente mesmo quando não se está entendendo muita coisa do que se passa. Ou não provocaria em Dona Geralda, que não fala francês nem lê legendas, uma reação indignada, ao ficar comigo na sala enquanto eu assistia ao filme, há séculos:

- Mas Lane, que galega safada! O marido tão rico, tão bonito, dá tudo a ela, e ela ainda arraja outro?! Tem muita mulher que não presta...
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sábado, 5 de dezembro de 2009

retrospectiva (1)


2009 não acabou e eu não vi ainda vários de 2008 ou deste ano, além, é claro, de faltarem outros tantos de anos anteriores. Mas fiquei com vontade de começar minha listinha dos melhores filmes - do ano? não, da década!

E eles seriam...

1. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, 2001) - filmes franceses não precisam ser tristes ou elucubrativos, como quer um preconceito comum. O filme de Jean-Pierre Jeunet revelou Audrey Tautou e mostrou que inventividade, alegria, lirismo e otimismo podem, sim, resultar em qualidade e sucesso. Tudo funciona no filme, desde a cenografia cheia de objetos inusitados (o abajur porquinho é maravilhoso) à bela trilha sonora, passando pelo elenco perfeito - by the way, não custa lembrar uma homenagenzinha a François Truffaut, na presença de Claire Maurier (a mãe de Antoine Doinel) como a dona do café.

2. O Quarto do Filho (La Stanza del Figlio, 2001) - o mais elogiado filme de Nanni Moretti, um dos poucos filmes italianos a brilharem na década, e um dos mais dolorosos retratos da perda. Era um tema que poderia render um filme piegas ou insuportavelmente triste, mas que se revela humano, tocante, verdadeiro. E fez (re)conhecer a bela By This River, de Brian Eno.

3. Os Sonhadores (The Dreamers, 2003) - só faltava ser falado em francês, que Bertolucci considera "a língua do cinema". Mas as cenas clássicas e suas reproduções, o elenco belíssimo, a trilha emocionante e o amor pelo cinema que aparece em cada fotograma são inesquecíveis.

4. Match Point - Ponto Final (Match Point, 2005) - não é qualquer um que se reinventa aos 70 anos não, bebê... Mesmo que não tenha repetido depois o clima meio Hitchcock meio Truffaut, Woody Allen fez um dos mais interessantes filmes de sua longa (e prolífica) carreira ao se encantar por Scarlett Johansson e fazer dela sua musa na adaptação livre de Crime e Castigo, num filme elegante e charmosíssimo.
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O dever (= almoço, filha & marido) me chama. Depois termino.
Cenas dos próximos capítulos: Wong Kar-Wai, Sofia Coppola, famílias disfuncionais, sonhos de David Lynch, Polanski ganha o Oscar, uma galinha correndo desembestada, uma noiva em busca de vingança...
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still got the blues


Dormi calma por duas pastilhas brancas embalada,
como quem não tem ocupada a alma por tudo que dói.
Talvez, apartada de mim, minha dor tenha andado por aí perdida
ou tenha ficado o tempo todo aqui bem próxima
estendida sobre a cadeira
como essas roupas que se despem na véspera
e se vestem sem pudor no dia seguinte.

Simone Brantes
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

sonhos de consumo (vi)


É o símbolo do Google Chrome? No, no!
Em tempos de Guitar Hero, Rock Band e que tais, o Genius parece bem antiquadinho, mas bem que eu queria encontrar um por aí!
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

sei lá, sei lá

Algumas das coisas que em incomodam em Viver a Vida:

* a família de Helena - péssimos, todos. E que berço absurdo é aquele do bebezinho José? Sem proteção, sem mosquiteiro, sem lençol! (ok, aqui quem falou foi Alana-mamãe)
* a fotografia documental da favela do Bené.
* Camila Morgado - tão bonita, tão boa atriz, tão subaproveitada como aquela comentarista-séria-de-sainha-curtinha.
* os médicos - com exceção do belo Solano, claro.
* é racista, é racista e é racista - quer dizer que a mucama Helena tinha que ficar pajeando a mimada filha do patrão - digo, do marido? Só faltou que a Tereza a mandasse pro tronco.
* os depoimentos do final - alguns são mesmo tocantes & tal. Mas eu queria ver alguém que tivesse superado alguma coisa pela qual foi responsável - não uma doença, um acidente, nada assim força da natureza, mas alguma grande cachorrada, alguma traição, um arrependimento daqueles de tirar o sono...Eu queria ver alguém que tivesse superado a culpa.
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sábado, 21 de novembro de 2009

Maitena também acha.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

god save the queen


Nem é mais novidade: mais uma vez Kate Moss é acusada de promover a anorexia, agora por uma declaração à WWD, em que disse que de seus lemas é "nada melhor do que se sentir magra".
Choveram protestos contra a modelo, "um ícone para milhões de mulheres jovens" que, desde que começou a fazer sucesso, há já quase 20 anos, é vista por alguns como um exemplo negativo de atitude pró-anorexia. E por outros mais como um exemplo positivo da mesma coisa, claro; daí a importância de cada declaração que ela faz.
Longe de defender frases assim, à la Wallis Simpson e sua inesquecível "nunca se é magra ou rica o bastante", o que acho engraçado é que a polêmica que se cria a cada declaração dessas não faz com que as tantas pessoas que acham bonito ver seus ossinhos aparecendo mudem de idéia, antes reforçam sua idéia de que magreza is beautiful.
A abordagem do assunto pela imprensa sempre me parece ambígua, ora atacando as celebridades que aparentam ter algum transtorno alimentar, ora apontando cada grama adquirido por elas. Vá entender...
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domingo, 15 de novembro de 2009

*

eu tenho medo de altura
de dirigir
de decisões
de ilusões
dos grandes amores
dos carinhos fortuitos
tenho medo da perda
da dor imensa da perda
tenho medo do mar
do fascínio do mar
tenho medo da lua
da solidão da lua
tenho medo da rua
onde ele mora
tenho medo da estrada
da próxima curva da estrada
dos mistérios do olhar
da desilusão
tenho medo do chão que eu piso
de certos sorrisos
de ficar muito perto
de ventos
de raios
de trovões
tenho medo do mundo ao meu redor
do que pode ser pior
de não acordar do meu sono
do abandono
da noite escura
tenho medo de escuro
do que eu não consigo ver
tenho medo de não saber
de envelhecer
tenho medo de Deus
tenho medo de bandido
de homem fardado
tenho medo de olhar pro lado
de atravessar a rua distraída
de andar sozinha e calada
de segredos no ouvido
de promessas
de sonhos
de pesadelos
do desencontro
do desconforto
do que me conforta
de ficar à deriva
de ficar ancorada no porto
de não trancar a porta
de não abrir as janelas
tenho muito medo dele
morro de medo de mim
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sábado, 14 de novembro de 2009

banho de lua


Água na lua!
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(acabei de me lembrar de Lua de São Jorge, que eu cantava tanto, bem baixinho, sempre que voltava a pé do colégio pra casa. )
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

fino all'ultimo respiro


Minha cinefilia (palavrinha meio metida, e que uso agora por não encontrar outra melhor) tem várias lacunas, equívocos e pecados com os quais já me acostumei e nem me deixam mais culpada - no máximo, envergonhada.
Tem também algumas contradições, pudores (por exemplo: eu nunca assisti a muitos dos clássicos "censura 18 anos", mesmo já sendo de maior há alguns - nem tantos assim, beibe - anos), e idiossincrasias. Um exemplo que talvez envolva esses três aspectos é Pier Paolo Pasolini.
Não que eu seja tão expert em cinema italiano - quem dera - mas Pasolini é uma espécie de última fronteira pra mim, um grande cineasta de que não consigo mesmo gostar, um diretor de cinema que mais gosto de ler (e ler sobre) do que ver seus filmes. Pode?! Mas que me emociona e atrai, sem que eu mesma entenda muito bem a razão.
Me envergonha pensar que a origem de meu interesse por PPP seja mais sensacionalista que cinematográfica, porque a primeira informação que tive dele foi justo sobre sua morte absurda. Mas não era só pelo escândalo que a notícia evocava, era mais por uma sensação de profundas pena e revolta , uma comoção algo desproporcional, mas que se mantém ao longo do tempo.
Como naquele poema tão belo de Eugénio de Andrade,

Eu pouco sei de ti mas este crime
torna a morte ainda mais insuportável.

Pode ser essa lua ou esse conhaque, ou só minha melancolia que volta & volta, mas outro dia quase choro, só por ler um poema de Pasolini que não conhecia, inspirado pelo Acossado de Godard:


Come in un film di Godard: solo
In una macchina che corre per le autostrade
Del Neo-capitalismo latino – di ritorno dall’aeroporto –
[là è rimasto Moravia, puro fra le sue valige]
solo, “pilotando la sua Alfa Romeo”in un sole irriferibile in rime
non elegiache, perché celestiale
il più bel sole dell’anno –
come in un film di Godard:
sotto quel sole che si svenava immobile
unico,
il canale del porto di Fiumicino
una barca a motore che rientrava inosservata
i marinai napoletani coperti di cenci di lana
un incidente stradale, con poca folla intorno…

come in un film di Godard – riscoperta
del romanticismo in sede
di neocapitalistico cinismo, e crudeltà –
al volante
per la strada di Fiumicino,
ed ecco il castello (che dolce
mistero, per lo sceneggiatore francese,
nel turbato sole senza fine, secolare,

questo bestione papalino, coi suoi merli,
sulle siepi e i filari della brutta campagna
dei contadini servi)…

sono come un gatto bruciato vivo,
pestato dal copertone di un autotreno,
impiccato da ragazzi a un fico,

ma ancora almeno con sei
delle sue sette vite,
come un serpe ridotto a poltiglia di sangue
un’anguilla mezza mangiata

le guance cave sotto gli occhi abbattuti,
i capelli orrendamente diradati sul cranio
le braccia dimagrite come quelle di un bambino
un gatto che non crepa, Belmondo
che “al volante della sua Alfa Romeo”
nella logica del montaggio narcisisti
cosi stacca dal tempo, e v’inserisce
Se stesso:
in immagini che nulla hanno a che fare
con la noia delle ore in fila…
col lento risplendere a morte del pomeriggio…

La morte non è
nel non poter comunicare
ma nel non poter più essere compresi.
E questo bestione papalino, non privo
di grazia – il ricordo
delle rustiche concessioni padronali,
innocenti in fondo, com’erano innocenti
le rassegnazioni dei servi –
nel sole che fu,
nei secoli,
per migliaia di meriggi, qui, il solo ospite,

questo bestione papalino, merlato
accucciato tra pioppeti di maremma,
campi di cocomeri, argini,
questo bestione papalino blindato
da contrafforti del dolce color arancio
di Roma, screpolati
come costruzioni di etruschi o romani,
sta per non poter più essere compreso.

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E ele era de Peixes.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

nóis na fita


"Você vive mesmo no mundo da lua. É desligado, meio doidinho e ninguém consegue acompanhar muito as suas viagens. Sonhador, cabeça de vento, sensível e com aptidão pras artes e pra tudo que envolve criatividade. De vez em quando você cisma com umas pessoas, né?Coitada da Ruthinha e da Raquel! Você tem tendências a desenvolver amores platônicos, a confundir a realidade com a fantasia e trocar as bolas sempre. No entanto, seu coração é enorme e as pessoas gostam bastante de você! Todo doido tem seu charme... "

(meu resultado no teste "Que personagem de novela você seria?")
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

você conhece...?

E por falar em bocas-do-inferno, que coisa aquela de Maitê Proença mangando dos portugueses - "esquisitos", segundo ela...
Será que ela achou até o Miguel Sousa Tavares esquisito?
Aliás, achei uma matéria da QUEM em fevereiro deste ano que mostra a atriz com um suposto affair, um homem desconhecido. Quem era? O próprio, o belo filho de Sophia de Mello Breyner Andresen!

http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI26515-9531,00.html

Garota de sorte.
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cinema falado


É a opinião dele e todo mundo tem direito a ter opinião sobre tudo e expressá-la livremente & tal. Mas concorda quem quer. Eu, por exemplo, achei meio equivocado...

Caetano Veloso fala sobre Woody Allen, para o suplemento Correio das Artes, d' A União:

"É um careta, um cineasta pequeno."

"Fizeram uma espécie de festival Woody Allen no Telecine Cult. Vi por acaso: passavam os filmes nas horas em que vou me deitar. Gostei de todos: dos que revi e dos que nunca tinha visto. Mas sei que ter saído de casa para ir ao cinema era um pouco demais para filmes tão estreitos. A TV é o perfeito veículo para Allen.O primeiro filme dele que vi foi Boris Gruschenko e achei que parecia um programa de TV meio malfeito.
"Depois, ele melhorou a estrutura dos roteiros e o uso da câmera. Passou a fazer filmes melhores. Mas sempre muito anti-sixties,um tanto reacionário. Muito hétero, muito reverente com os amantes de ópera que vivem no Upper East Side, muito chegado a uma decoração creme por trás de roupa beje. Careta até não poder.
"Gay, maconha, rock, Bob Dylan, tudo isso é desprezado por ele. Eu entendo: vemos peças da Broadway pós-rock (o pós-rock que se usa na Broadway) e pensamos em quão genial eram Porter, Gershwin e Rogers: essas baladas que se ouvem nos espetáculos novos ( dos 70 para cá) são chatérrimas- o mesmo se dando com os desenhos animados em longa metragem: em Branca de Neve, quando os personagens param para cantar é um alumbramento; em Aladim ou Moisés, Príncipe do Egito, é um bocejo: são uma mistura de campo com igreja, um negócio que sempre parece que a Mariah Carey vai cantar, com dramaticidade negra de igreja mas abastardada, sem a malícia e a urbanidade, a inteligência de uma canção de Berlin ou de Kern. Então, é gostoso que um cara velho seja sincero a esse respeito. E muitas das piadas ( 'one liners') são excelentes. Mas sempre se revela uma visão estreita.
"O público que o adorava quando ele era uma novidade com filmes ruins não gosta nem dos bons que às vezes ele faz. Meu filme favorito dele é Bullets Over Broadway: é uma comédia de verdade. Diane Wiest está genial (nada da chatice que ela apresenta quando faz personagens 'sensatos' em filmes de outros diretores: ela é falsa, parece uma maluca fingindo que é sã), tem situações ótimas. E Allen tem a grande elegância de dar a seus filmes a duração que os filmes tinham quando ele era menino. Talvez isso contribua para para o seu relativo frascasso comercial nos EUA: o público exige supersized movies.
"Os produtores descobriram que o povo pensa que se um filme não dura mais de duas horas e quinze ele não está sendo 'bem servido'. É como um restaurante vulgar - e como o ar-condicionado dos cinemas: os idiotas pensam que, quanto mais frio, melhor.
"Allen faz filmes do tamanho de filmes. Adoro Nova Iorque - e ele a conhece e sabe filmar a arquitetura da cidade. Além disso, ele é o grande herdeiro do cinema novaiorquino, independente de Los Angeles. Ele não é nenhum Cassavetes, mas merece estar ligado à tradição que este iniciou. É um careta, um cineasta pequeno, mas é um cara legal, com frases brilhantes, com algunas cenas espetaculares como ator- e canta muito, muito bem na cena curta em que o faz, em Everybody Says I Love You. Considero uma conquista imensa ele ter o 'final cut' dos seus filmes."
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

kids


Para hoje.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

hoje, no google


Para lembrar o código de barras - cuja primeira aparição foi há 57 anos.
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sábado, 3 de outubro de 2009

da vida das marionetes (xvi)


Jean-Jacques Beineix e Nastassja Kinski (de novo ela!) durante as filmagens de A Lua na Sarjeta (La Lune dans le Caniveau, 1983).
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pra frente, brasil


Hoje: comemorando a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.
Claro que é pra comemorar mesmo, mas será que não veremos o uso eleitoral da escolha como mais uma "obra do governo Lula"?
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ainda...

Será que a foto de Brooke Shields (proibida na Tate Gallery) está na cela de Polanski?
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parceiros do crime?

Voltando ao assunto prisão de Roman Polanski: não fui só quem achou que Woody Allen poderia ter ficado sem se manifestar sobre o caso, não.
Não que eu concorde com tudo o que a colunista diz, mas que pode despertar suspeitas de "classe unida", ah, pode!
Aqui:

http://voices.washingtonpost.com/postpartisan/2009/09/woody_allen_on_roman_polanski.html
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febre de juventude


Parece uma receita pronta para agradar: atores famosos e carismáticos, além de belos; o Rio de Janeiro continua lindo; Bossa Nova na trilha sonora; anos '60, do dourado ao rebelde; um diretor de prestígio.
Mas, talvez justamente por ter tudo tão certinho, tão no lugar certo, acabe sendo Os Desafinados (2006)um filme mais previsível que empolgante, mais "televisivo" que outros filmes brasileiros tão acusados de aderir à estética "global", e algo decepcionante, porque se esperaria mais de Walter Lima Jr., o mesmo de belos filmes como A Ostra e o Vento (1997).
A história fala de um grupo de amigos que se reúne para formar um conjunto-bossa-nova e suas aventuras pessoais e profissionais entre o Rio de Janeiro e Nova York, do início dos anos '60 até o presente, cheia de referências - mais ou menos explícitas - à cultura da época: de Selton Mello imitando Belmondo na frente do espelho ao cabelo à Jean Seberg de Cláudia Abreu; das cenas de Bala Certeira e o "Cadê o Dib[Luft]?" à semelhança do destino do personagem de Rodrigo Santoro e do pianista Francisco Tenório Jr., desaparecido na Argentina nos anos '70.
É tudo muito simpático, muito querido mesmo pela nostalgia de uma época que, vista hoje, parece tão melhor e mais inspirada que nossos dias, mas essa saudade toda dos anos '60 já começa a incomodar, né não? Depois de tantas idas àquele momento, seja pela TV ou pelo cinema, já está se tornando repetitivo e menos interessante o assunto, precisando talvez de um pouco de descanso para evitar a sensação de déjà vu. Ou pior, de samba-de-uma-nota-só, que fala, fala e não diz nada.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

you're the top


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free polanski!


A maior parte dos artistas e intelectuais que se manifestaram sobre a prisão de Roman Polanski criticaram o ato, questionando desde o tempo transcorrido da acusação até o que seria uma "armadilha policial" que teria aproveitado o fato do cineasta ser homenageado em um festival de cinema na Suíça. Um dos apelos à libertação do diretor fala que "os festivais de cinema do mundo inteiro permitiram sempre que as obras fossem mostradas e que seus autores circulassem e apresentassem-na livremente como toda segurança, inclusive quando certos Estados se opunham a isso".
Entre os que estão expressando seu desagrado com a prisão estão outros diretores - como Martin Scorsese, David Lynch, Pedro Almodóvar, Wim Wenders, Julian Schnabel, Wong Kar Wai e Ettore Scola; atrizes - como Jeanne Moreau, Isabelle Adjani, Tilda Swinton, Fanny Ardant e Monica Bellucci; e escritores - Milan Kundera, Bernard-Henri Levy.
Outro que se manifestou: Woody Allen.
Com telhado de vidro e tudo.
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domingo, 27 de setembro de 2009

polícia para quem precisa

Não!
É de copiar e colar, porque fiquei mesmo passada e não consigo nem comentar:

27/09/2009 - 16h58
EUA confirmam pedido de prisão de diretor Roman Polanski
da France Presse, em Los Angeles

O departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou neste domingo que emitiu um pedido de prisão contra o cineasta franco-americano Roman Polanski, detido na noite de sábado na Suíça.
"As autoridades suíças o detiveram em razão de um pedido [de captura] que realizamos", disse à AFP a porta-voz Laura Sweeney.
"O departamento não comenta temas de extradição, a menos que se trate de uma pessoa que esteja no território americano", destacou a porta-voz.
O ministério suíço da Justiça revelou, horas antes, que aguardava um pedido oficial para extraditar Polanski aos Estados Unidos.
Polanski foi detido no sábado, ao chegar a Suíça para participar do Festival de Zurique, por causa de uma ação judicial que corre nos Estados Unidos há mais de 30 anos, envolvendo abuso sexual contra uma menor.
Hoje com 76 anos, Polanski foi detido em 1977 em Los Angeles após denúncia apresentada pelos pais da adolescente, de 13 anos. Na época, declarou-se culpado de "relações sexuais ilegais".
Passou um mês e meio na prisão. No final de janeiro de 1978, no dia seguinte a uma reunião entre seus advogados e um juiz, na qual este deu a entender que voltaria a ordenar sua prisão, Roman Polanski embarcou em um avião para a Europa, onde vive desde então.
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Afe.
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Não percebi assim que vi, ou talvez tenha percebido subliminarmente, porque logo voltei à página inicial, hoje, achando que havia alguma coisa diferente. Havia, mesmo, em homenagem aos 11 anos do Google (que dizem até ser o diabo, com um quase 666 no meio, mas eu - e muita gente - gosto).
Parabéns!
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sábado, 26 de setembro de 2009

programa

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thank you for smoking (ii)


Para os franceses, e mais ainda para o cinema francês, fumar sempre foi um charme só.
Como aqui: o cigarro que Jeanne Moreau fuma tão distraidamente.
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je vous présente jeanne


Em 1957, estava com Louis [Malle] em Cannes, para apresentar “Ascensor [para o Cadafalso]”, no antigo Palácio do Festival, quando vi um homem pequenino vindo em nossa direção. Era François Truffaut, que conhecia Louis. Em um momento em que Louis estava longe, François pediu meu telefone e disse que queria me mandar um livro. Era “Jules e Jim”.Quando estávamos filmando “Jules e Jim”, o coprodutor, de repente, parou de acreditar no filme, nas cenas que vira filmadas, e foi embora. Tivemos que parar as filmagens. Eu já tinha feito um bom dinheiro naquela época. Então disse a François: tenho dinheiro. E virei coprodutora do filme.

Jeanne Moreau,
em entrevista esta semana, no Rio de Janeiro.
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Agora fiquei imaginando a cena, mais interessante quando a gente lembra que ela foi um grande amor tanto de Louis Malle quanto de François Truffaut, que os dois ficaram de coração partido depois que ela os deixou, e como para os dois diretores o amor era um tema tão frequente, mas elaborado de formas tão diferentes.
Daqui:

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prata da casa


Every man
is his own clock
Tic toc
he may rise
by the sun
and go to sleep
with the stars
Tic toc
but if he
take stock
and come to knock
at fate's door
he may find
that he himself
has sprung the lock
against himself.
Useless
to knock
now, the door
will not open--
save only
at the shock
of love,
to deliver him
from that block,
unlock
his heart and
set it beating again:
Tic toc
Tic toc
tic toc!

William Carlos Williams,
The Clock of Years.
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Tudo tem seu lado bom, né mesmo?
O belo poema de William Carlos Williams (que, além de poeta, era pediatra - \O/ ) está em uma das poucas cenas interessantes de Exposed, usado por Nureyev para seduzir Nastassja Kinski.
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beleza não põe mesa


Às musas é perdoado tudo. Até mesmo um filme tão ruim quanto Exposed- Os Desencontros da Vida (Exposed, 1983), de James Toback, que só merece ser visto porque tem Nastassja Kinski no auge da beleza e luminosidade.
Misturando o mundo da moda (dá pra ver a top Iman, hoje Mrs. David Bowie, em uma ponta) e o terrorismo internacional, o filme é confuso e mal-explicado, com momentos que chegam ao ridículo, e tem uma atuação fraca do grande Rudolf Nureyev, que não era tão bom ator quanto bailarino. Há ótimos atores em papéis menores, como a bergmaniana Bibi Andersson (a mãe da personagem de Nastassja) e Harvey Keitel, além de uma trilha sonora muito bela, de Georges Delerue, o favorito de Truffaut; mas nada que salve o filme do fracasso.
Ah, e tem também, numa participação pequena mas importante, um esquisito Pierre Clémenti, bem distante do tempo em que fazia Catherine Deneuve perder a cabeça, em A Bela da Tarde.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

*

não ladro
nem mordo:
implodo.
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

será?


Com que celebridade você se parece?
Segundo meu marido, eu sou a cara de Vasundhara Das, de Um Casamento à Indiana.

\O/
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domingo, 20 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

dúvida

Só para esclarecer: quem está reunido numa Cooperativa de Apoio Mútuo às Atividades de Auto-Promoção?
O.O
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

helenas


Post para minha mãe, fã de José Mayer (mas quem não é?)

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

eu sei

Zangado, Dunga, Mestre, Dengoso, Soneca, Feliz & Atchim.
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the time of his life


Atire a primeira fita de vídeo quem foi adolescente no final dos anos '80 e não sonhou estar no lugar de Jennifer Grey ou de Demi Moore...
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(Patrick Swayze faleceu ontem, dia 14 de setembro, aos 57 anos, vítima de um câncer de pâncreas).
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roliúde

Ainda sobre Romance: em alguns momentos pareceu com Som & Fúria, a série de Fernando Meirelles exibida este ano; não gostei de Letícia Sabatella, de novo (é uma das atrizes mais bonitas, mas não das melhores); gostei daquelas cenas em que se confundem os diálogos de peças e o que eles querem mesmo dizer um ao outro; Cabaceiras!
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o dono da história


Antes das primeiras exibições públicas de seu "Romance" (2008), o diretor Guel Arraes chegou a dizer que "se vocês rirem muito, vou ficar bastante preocupado". Se continuou pensando da mesma forma, ele deve estar bastante preocupado até hoje, porque não deve ser fácil não rir muito vendo a sua mistura de romance, comédia, metalinguagem e regionalismos nordestinos. E não há nada de mal nesses risos...
A história começa cheia de romantismo (e daquele romantismo clássico, com muita paixão e drama), quando praticamente só aparece em cena o casal Ana (Letícia Sabatella) e Pedro (Wagner Moura, ótimo). Representando Tristão e Isolda no teatro, os dois se apaixonam, namoram, brigam e se separam em menos tempo do que dizem durar uma paixão (três anos?), para se reencontrarem exatamente três anos depois, novamente encenando a clássica tragédia romântica, agora num especial para a TV.
Mas o tempo passou, há mágoas e surge um elemento novo - e que elemento! - na pele de José de Arimatéia (Vladimir Brichta), um sertanejo que fará o papel de Tristão na montagem e que se envolve com Ana. E mais um drama: que José de Arimatéia que nada: Orlando é um ator desconhecido, namorado da produtora Fernanda (Andréa Beltrão), fingindo ser um não-ator para conseguir o papel.
Parece mesmo muito dramático, mas o diretor conta a história com leveza, os personagens "periféricos" são engraçadíssimos - além de Andréa Beltrão, Marco Nanini em poucas mas hilárias cenas ("É napa! É napa!"), José Wilker, Bruno Garcia e Edmilson Barros - e a comédia acaba sendo mais interessante que o romance.
Há quem critique sempre Guel Arraes por fazer "televisão no cinema", e não é tão falsa a acusação, mas não há como negar seu talento e criatividade, mesmo que soe um tanto repetitivo e "folclórico" em alguns momentos.
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romance

Amigos que hoje encontro
em dia de boa sorte
escutem o meu romance
de amor, de vida e de morte
de Tristão e Isolda
aqui nas terras do norte

Isolda amava em segredo
Tristão com muito carinho
um dia veio um recado
de Marcos, tio e padrinho
pedindo a mão de Isolda
pra não viver mais sozinho

Isolda vai casar com o tio
mas ela amava o sobrinho
Tristão ama em segredo
não quer trair o padrinho
Isolda faz um feitiço
e mistura dentro de um vinho

O amor quando é proibido
atiça mais a paixão
como a água represada
que previsa de vazão
foi assim que aconteceu
com Isolda e Tristão

Um dia o coronel Marcos
viu que havia amor
entre a esposa e o sobrinho
quase não acreditou
viu com seus próprios olhos
o que nunca imaginou

Em sepulturas vizinhas
os dois foram enterrados
nos túmulos uma roseira
com galhos entrelaçados
desencontrados na vida
na morte reencontrados.


Tristão e Isolda no Sertão,
de Guel Arraes.
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sábado, 12 de setembro de 2009

tik!


And so it is: Caminho das Índias chegou ao fim, cheia de nonsense involuntário e meio confusa, como foi ao longo de quase todos os seus capítulos. Eu nem gosto muito das novelas de Glória Perez, daquela mistura eterna de novidades científicas + culturas "exóticas" + muita dança, mas eu sou mesmo incorrigível, tenho novelatropismo positivíssimo.
Deu a impressão de ter sido tudo arranjado às pressas, como se não tivesse dado tempo de explicar direit0 - mas para quê mesmo, com tanta revista e programa de TV se ocupando disso?
E final de novela é sempre tão parecido: o empresário frio descongela; a mãe aceita o filho como ele é; bebês nascem; casais relutantes casam (a bonequinha do bolo tinha os oclões de Tônia - adorei); segredos redentores são revelados; erros são perdoados. Quer coisa melhor na vida?
O que gostei:

* Tony Ramos é sempre de se aplaudir de pé; quando a gente pensa que não se surpreende mais com ele o homem consegue ser ainda melhor.
* Laura Cardoso, sempre perfeita.
* Ana Beatriz Nogueira é ótima; eu adorei César e Ilana ("Ela não se importa com roupas de grife? Não se importa porque não tem!"), tão assumidamente pilantras.
* Raj! (*suspiros*)
* Dira Paes, que fez até aquela música medonha do Calcinha Preta ficar divertida.
* Christiane Torloni com nuances inesperadas em sua Melissa.
* Maria Bethânia.
Mas...

* Letícia Sabatella é lindíssima, mas não convenceu como psicopata.
* ninguém descobriu as mentiras de Surya?!
* Márcio Garcia foi o grande perdedor da novela, quanse nem apareceu no final. Ele era tão bonito mais jovem, mas está ficando estranho: adulto com cara de criança.
* Raj não soube que é pai do filho de Duda?
* onde está Vera Fischer? outro papel de nada em uma novela.
* cadê Paulo José?
* que história é essa de seu marido fazer 60 anos e você automaticamente ter 60 também? quero não.

Agora vou arrastar meu sari no mercado, com licença.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

só as mães são felizes (vi)


Angelina Jolie e Maddox, o mais velho de seus (quantos, mesmo?) filhos.
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o que é esse hindu tá cantando aí?


Pra variar, não resisto aos capítulos finais de uma novela - mesmo que seja uma tão desenxabida quanto Caminho das Índias...
- Raj perdoará Maya?
- quando Opash ficará sabendo que é filho de Shankar?
- o que será de Surya?
- Tônia preferirá a pós-graduação na Alemanha ou o casamento com Tarso?
- o nome de Maitê Proença aparecerá nos créditos da novela?
- Duda segurará o Niraj dela ao menos uma vez em seus braços, ou só a babá fará isso?
- não tenho coisa melhor a fazer, Hare Baba?!
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fahrenheit 451


Se eu fosse um livro, seria...

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector
Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

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Medo.
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uma moça polida...


... levando uma vida lascada.
Ou: como saber a filmografia de sua atriz favorita em épocas pré-IMDB.

(como eu teria vivido sem os Guias de Vídeo?)
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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eu permito a todos ser como quiserem, e a mim, como devo ser.

Chico Xavier.
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e a vida continua


Só agora, já com 2009 mais próximo do fim, e bem aos pouquinhos, estou me "atualizando" em relação aos filmes de 2008. Mas tudo bem, foi pela melhor das causas, e não é por só ver um filme depois que todo-o-mundo já o viu que diminui a sua força, não é mesmo?
Foi o que aconteceu a semana passada, quando vi Quem Quer Ser um Milionário? - que mereceu de fato ganhar os prêmios que pareciam ser de Benjamin Button - e hoje, ao assitir a Milk - A Voz da Igualdade (Milk), um dos que mais me interessavam entre os "filmes do Oscar".
Ainda me lembro de uma antiga SET que anunciava o projeto de "The Mayor of Castro Street", a ser feito com Robin Williams no papel do ativista Harvey Milk, primeiro homossexual assumido a ser eleito para um cargo público nos EUA, assassinado no final da década de '70. Não sei porque o filme não saiu, mas depois me lembro de ter lido sobre um documentário tratando do mesmo assunto (The Times of Harvey Milk), o que aumentou minha curiosidade.
Enfim, o filme só foi feito mesmo anos depois, por um diretor de carreira um tanto irregular - Gus Van Sant - mas sempre talentoso e gay assumido (sim, isso é importante para o filme) e com um ator que a cada filme se mostra melhor: Sean Penn, o ganhador do Oscar de Melhor Ator do ano, talvez em seu melhor desempenho.
O tema é importante - liberdade, respeito às diferenças e tolerância precisam, ainda e sempre, de quem lute por eles; o personagem é apaixonante - uma daquelas pessoas raras que acreditam, em suas próprias palavras, que "não se trata só de vencer", alguém que faz as coisas não para que elas tenham que dar certo, mas porque são as que valem a pena ser feitas. E o que é mais importante que isso?
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Agora, o momento Rubens Ewald Filho: o que fizeram com Emile Hirsch? Ir-re-co-nhe-cí-vel. E por que eu nunca prestei atenção em Josh Brolin antes?
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

mais do mesmo

Hoje, claro, em homenagem à Independência do Brasil.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

a kiss is still a kiss (x)


O filme não é grande coisa - bem aquém do Acossado original - mas Richard Gere (que fez belos 60 anos esta semana) e Valérie Kaprisky são um dos casais mais-mais dos '80s.
Por onde anda Valérie Kaprisky, a propósito?
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enquanto isso, na sala de justiça


Interessante como os americanos ainda recorrem nostalgicamente à imagem dos Kennedy, ainda teimam em associar seus políticos ao presidente assassinado nos anos '60. Desde seus irmãos Bobby e Ted (recentemente falecido) e seu filho John Kennedy Jr., passando por Bill Clinton (este tanto pela política quanto pelos casos extra-conjugais) e, agora, Barack Obama. Como eles ainda precisam de Camelot.
Ainda há pouco vi a chamada no uol: "Foto de Obama com filha evoca imagem de Kennedy na Casa Branca." A foto em questão mostra a filha mais nova - Sasha - do presidente (que anda com a popularidade bem mais baixa que no início do mandato) olhando o pai, no Salão Oval da Casa Branca. É uma foto fofa, mas acho meio forçada a associação - ainda que bem menos do que aquela (algo ridícula) de Anthony Garotinho e um de seus rebentos menores, que reproduzia propositalmente a foto antiga [ eu bem que tentei achar a imagem no gúgol, feliz ou infelizmente sem sucesso].
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só as mães são felizes (v)


Kate Moss e Lila Grace (depois de Suri, um das crianças mais fashion-victims do mundo).
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