
"Luan Santana é meu sucessor."
- Cauby Peixoto, aos 80 anos.
A declaração não deixa de ter certo sentido, se considerarmos apenas o aspecto da fama, da adoração das adolescentes fanáticas (Cauby inventou as "macacas de auditório"), do sucesso comercial. Mas há anos-luz de distância entre Cauby (mesmo hoje, uma figura um tanto caricata) e o astro sertanejo-pop - se considerarmos talento, voz, repertório.
O que me deixa apreensiva é que a gente sempre se esquece do pretérito imperfeito, e tende a achar o que havia antes sempre tão superior ao presente; muita coisa que em sua época era divertimento "popular", sem muito respeito, hoje parece tão bom que nos deixa com saudade e inveja do passado.
Será que haverá um tempo em que chegaremos a sentir saudades de Luan Santana? De Victor & Leo?
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