
Falava sobre o filme de Bruno Barreto que quer ir ao Oscar e me lembrei de alguns filmes não-americanos que ganharam o prêmio, fazendo da categoria Filme de Língua Não-Inglesa uma das mais interessantes.
Lembrei-me especialmente do primeiro a ganhar o tal prêmio, incluído apenas a partir de 1956 entre os que são submetidos à votação pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, como informa o Tudo Sobre o Oscar, de Fernando Albagli:
"Até 1955, o Melhor Filme de Língua Não-Inglesa ganhava um prêmio honorário concedido pela Junta de Diretores. A partir de 1956, a votação foi aberta a todos os membros da Academia que comprovadamente tenham assistido, em cinema, aos cinco indicados.
"As indicações são selecionadas por um comitê especial. Todos os países são convidados a submeter filmes a esse comitê, mas apenas um filme de cada país pode ser selecionado.
" Esta categoria não exige que o filme tenha sido lançado comercialmente em Los Angeles para ser escolhido. Mas deve ser exibido em seu país de origem, entre 01 de Novembro de um ano e 31 de Outubro do ano seguinte, durante sete dias consecutivos. Essa habilitação especial explica porque um filme podia ser indicado entre os melhores de língua não-inglesa num ano, e seu elenco, ou equipe técnica, indicado em outras categorias, em algum ano seguinte, ao ser exibido em Los Angeles. Atualmente, apenas os que não forem indicados poedm concorrer, em anos seguintes.
"(...) Segundo as novas normas, pelo menos duas das três pessoas responsáveis por ocupações-chave no filme (direção, roteiro e produção) devem ser do país que fez a inscrição. Parte significativa do elenco também tem que ser do país de origem. "
Sim, mas...
... mas o que me fez começar o post foi a lembrança do primeiro a ganhar o prêmio, já disse. E que filme! Foi o primeiro Oscar para um filme de Fellini, e um de seus melhores: A Estrada da Vida (La Strada), produzido por Carlo Ponti e Dino de Laurentiis e, claro, com Giulietta Masina inesquecível como Gelsomina.
Não sou das maiores fãs de Fellini, admito. Mas seus filmes eram sempre melhores com Giulietta, uma atriz que conseguia ser comovente, engraçada, bela, forte, frágil, lírica como pouquíssimas. E nesse filme, nesse papel, mais do que nunca.
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