Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

bom trabalho, pantera!


Uma notícia que fico meio eclipsada pelo choque com a morte de Michael Jackson: ontem também morreu a atriz Farrah Fawcett, outro dos símbolos da cultura pop dos anos '70, a Pantera mais bela e a dona de um dos cortes de cabelo mais copiados desde que sua escova para fora apareceu na TV. Não era especialmente boa atriz, e provavelmente será mais lembrada pelo cabelão e pelo famoso poster em que aparece sensual e sorridente, de maiô vermelho - uma bela imagem de uma das últimas pin-ups, uma estrela.
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jackson one


Ele provavelmente foi uma das imagens mais bizarras e exemplares dos excessos que pode haver na vida de uma celebridade - excesso de fama, de dinheiro, de escândalos, de cirurgias plásticas, de futilidades, de exposição pública e de sucesso. Uma vida que a mídia e os próprios fãs acompanhavam como quem assiste a uma corrida de Fórmula 1: esperando a batida.
Não houve como escapar hoje ao fato: Michael Jackson morreu. Não foi fácil pra ele enquanto esteve vivo. Mas ele esteve. E tocou a vida de todas as pessoas contemporâneas a ele, ao dançar com suas músicas, ao se chocar com as notícias sensacionalistas, ao se espantar com sua imagem transformada e cada vez mais estranha.
Agora talvez seja a hora de deixá-lo descansar em paz, finalmente.
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

tareco & mariola


Acho que eu sempre fui uma campinense errada: nunca sei qual é a Maciel Pinheiro e qual a Venâncio Neiva; durante muito tempo resisti a votar nos Cunha Lima (resistência hoje transferida aos irmãos Vital do Rego); não gosto de veranear em Camboinha; e, last but not least, nunca fui muito fã do São João.
E não gostar das festas juninas na cidade que se orgulha de ter O Maior São João do Mundo é bem esquerdo, mesmo. Se você mora ao lado do Parque do Povo, então... Ainda me lembro das noites em que meu irmão e a namorada insistiam para que eu saísse à noite com eles para o PP, e eu até saía, mas ficava na casa de titia Carmelita dormindo ou lendo suas Vogues e Cláudias até de madrugada, quando eles voltavam e me levavam pra casa (há milênios). Arrastá meu pezim naquela lama, com aquele barulho todo, eu, que nem danço forró que preste? Passo.

Mas algumas coisas se salvam nesta época, claro:

* bolo de milho verde
* pé-de-moleque
* as músicas de Flávio José
* um churrasquinho que ficava na entrada da Sebastião Donato, cinicamente chamado de Xugatinho. Sujinho, talvez, mas tão gostoso...
* a chuva e o frio do mês de junho
* o feriado do dia 24.
Anyway, bom São João a todos! (mas não me convidem para o PP, please)
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

where's the rest of me?

Recado recebido há alguns dias, via Orkut:
" (...)Como faz tempo que não tenho mais notícias suas(...)"
Eu também, Sérgio, faz tempo que não tenho mais notícias minhas.
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

rosa-choque

No início deste mês foi lançada na Inglaterra uma campanha de alerta quanto à violência contra a mulher, sob responsabilidade da organização Women's Aid e com um vídeo curtinho mas de grande impacto, dirigido pelo inglês Joe Wright e estrelado por sua atriz mais constante, a bela Keira Knightley.
Pena que foi justo o impacto que o vídeo proporciona que fez com que o anúncio fosse censurado pelos órgãos encarregados pela regulação dos anúncios promocionais na TV inglesa, conforme uma nota divulgada hoje. O vídeo foi considerado "muito duro" e "excessivamente violento" para ser exibido na TV, e então proibido.
É mesmo violento, a ponto de dar um certo mal-estar enquanto se vê, por exemplo, Keira Knightley já ao chão, sendo chutada pelo namorado. Mas era esse tipo de reação que a campanha buscava, esse tipo de choque que deveria ocorrer frente a demonstrações da violência a que ainda são submetidas mulheres de qualquer idade, qualquer classe social, até nas melhores famílias de Londres, ao que parece. Ao mostrar a vítima representada por uma atriz bela, jovem e mais relacionada a papéis glamourosos ou de mulheres "fortes", o choque é certamente maior.
Não é fechando os olhos ao fato, ou tentando diminuir o desagrado que o assunto desencadeia, que haverá alguma diminuição, ou ao menos alguma atenção maior para ele.
O vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=ctoZbeD-GlY
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variações google (de novo)


Hoje, em código Morse.
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Domingo, 26 de Abril de 2009

t.o.c.


Ontem à tarde tive que encarar a verdade: não dava mais para adiar o que precisava fazer. Por mais cansada que pudesse ficar depois, nem eu aguentava mais aquela bagunça que virara meu guarda-roupa; fui começar a arrumação.
Com as mudanças do corpo, as roupas estão praticamente divididas em duas categorias: as que posso vestir agora, mais de 10 Kg depois do início da gravidez, e as que não cabem mais ou, no máximo, me deixam parecendo que "o defunto era menor". Outro dia tentei vestir uma batinha que era até folgada, quando comprada, e vi parte da minha barriga aparecendo entre os botões, o que me fez imediatamente mandá-la de volta para o cabide de onde não deveria ter saído. Alguns vestidos têm me acompanhado, companheiros um pouco mais curtos que antes, mas valentes. As calças - prefiro não comentar; há muito já aderi aos modelos com elástico na cintura, bem longe do meu 34/36 habitual.
Tendo que separar e organizar tudo, não pude deixar de me perguntar: mas o que raios me faz manter tanta coisa que nem uso mais? E nem falo do que deixei só temporariamente, por causa da gravidez, falo do que não uso mais há anos, porque saiu de moda ou simplesmente porque não combina mais com meus gostos. Mas que eu mantenho ali, não me disfaço. Ilusão de que posso perder o passado se jogar aqueles casaquinhos que usei em outro lugar, em outro tempo? Ou tentativa de não reviver momentos ao ter que novamente encarar blusinhas usadas ainda na faculdade? Por que essas roupas continuam ali, ocupando espaços importantes, deixando outras peças - bem mais em uso agora - espremidas e amarrotadas?
Será que também tenho feito isso com as pessoas? Dou espaço para quem não tem mais protagonismo na minha vida, mesmo que seja um espaço meio esquecido, já quase mofado?
Mesmo com alguma dificuldade, consegui separar algumas coisas, afastar outras, decidir dar algumas delas. Aumentei meu campo de visão e meu espaço disponível para as novas e maiores roupas. A organização às vezes funciona de fora para dentro, e assim talvez algo internamente também se organize, quando fazemos essas faxinas.
Fui jantar e fiquei olhando para as pessoas e pensando em como elas agiriam com suas próprias arrumações. Alguns parecem que nunca arrumam nada; outros que não páram de arrumar, sem nunca vencer a bagunça; outros ainda parecem viver em dia com seu passado e nem passam pela confusão. Como se a (des)ordem do quarto, do guarda-roupa, espelhasse um pouco da narrativa de cada um de nós.
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