quarta-feira, 11 de julho de 2007

saint jean


Não tentarei descrevê-la.
Era indescritível.
Era uma incitação, uma dádiva, uma loucura.
A qualidade das rendas e das sedas, a maneira de se entrelaçarem, o modo de se abrir e de se fechar, revelar e ocultar, imitar e transformar, parecer-se e desaparecer, tudo isso contrastava maravilhosamente com aquela simplicidade guerreira, andrógina de que já falei: Diana, a santa combatente, Diana, a gamine parisiense.
Censurei-me.
Ela odiava essa palavra.
Désolé.

Carlos Fuentes,
Diana, a Caçadora Solitária.
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imagem: Jean Seberg, que inspirou a descrição acima.
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