
Sacrifiquei mais uma vez meu já tão deficitário sono, mas valeu a pena esperar para ver os premiados pelo Screen Actors Guild, ontem, na TNT.
Se não valesse apenas para ficar mais informada, valeria por poder ver Daniel Day-Lewis receber mais um prêmio pela atuação em Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007), de Paul Thomas Anderson. Escolhido como Melhor Ator do ano, Daniel dedicou seu prêmio, emocionado, a Heath Ledger, declarando sua tristeza com a morte do ator australiano, que não conhecia pessoalmente mas admirara em filmes como O Patriota (The Patriot, 2000) ou O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005). Reconhecidamente um dos mais íntegros atores atuais, capaz de preferir se tornar sapateiro na Itália a fazer filmes que não o satisfaçam, escolhendo seus (raros) papéis com (mais raros ainda) rigor e inteligência, é impossível não admirar a sinceridade e a sensibilidade do ator irlandês ao fazer um discurso entre lágrimas, como fez. Onde outros fariam parecer haver um certo sentimentalismo oportunista, DDL mostrou emoção e generosidade, numa cerimônia que, no geral, foi meio sem graça, mesmo que aparentemente justa nas suas escolhas.
Como não admirá-lo ainda mais?
.
outros momentos que valeram o sono perdido:
* Javier Bardem (>suspiros<), já livre do corte de cabelo tenebroso do filme dos irmãos Coen, também premiado mais uma vez - como Melhor Ator Coadjuvante. E, claro, os impagáveis comentários de Rubens Ewald Filho sobre o tal cabelinho.
* Julie Christie, linda e serena aos 66 anos, recebendo o prêmio de Melhor Atriz por Longe Dela (Away from Her, 2007).
* Cate Blanchett e Vanessa Redgrave, perfeitas sempre, mesmo quando são indicadas e não vencem.
* Angelina Jolie & Brad Pitt (apesar do cabelo estranho dele). Sai, inveja!
.