domingo, 4 de maio de 2008

audrey


Certa vez, Audrey disse a um amigo que, se algum dia escrevesse uma autobiografia, começaria assim: "Nasci em 4 de maio de 1929 e morri três semanas depois." Ela contraiu uma coqueluche tão forte que seu pequeno coração parou de bater. A mãe reanimou-a com uma palmada nas costas e ficou junto dela dois dias e duas noites, até a crise passar.
O nome que recebeu ao nascer foi Andrey Kathleen Rustou, sendo "Andrey" o feminino não muito usado de Andrew, como seria chamada se fosse menino. "Kathleen" era em homenagem à tia mais querida de seu pai. Foi inevitável que a tendência das pessoas a pronunciar "Andrey" incorretamente, como o mais conhecido "Audrey", acabasse se tornando um aborrecimento constante, de modo que a solução mais simples para a família foi adotar este outro nome.
Como Audrey nasceu em Bruxelas, sua nacionalidade costuma ser citada, por engano, como belga. Mas nascer em solo belga não indica, por si só, a cidadania belga. Esta é assegurada por, pelo menos, um genitor belga ou pela naturalização, e Audrey não se enquadra nesses dois casos. Seu pai era inglês e sua mãe nascera na Holanda, mas ambos eram britânicos aos olhos da lei, de modo que ela foi registrada como tal no consulado britânico de Bruxelas.

em: Audrey Hepburn - Uma Biografia,
de Warren G. Harris.
.

Um comentário:

Anônimo disse...

Comprei esse livro assim que saiu, em 1995. Eu estava em Brasília, em um Enecom. Foi como sacramentar um casamento.