sexta-feira, 13 de julho de 2007

que reste-t-il de nos amours


.
Paulo Leminski & Alice Ruiz.
.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

é tão curto o amor, tão longo o esquecimento


barra do dia é amanhã
sangue vertido é paixão
pera vermelha é maçã
laranja azeda é limão.

vou de adeus em adeus
atrás de nova ilusão
amores que foram meus
agora de quem serão.


nelson ângelo & cacaso,
barra do dia.
.

imagem: Travis (Harry Dean Stanton) e Jane (Nastassja Kinski), finalmente se encontram, no peep-show de Paris, Texas (1984), o mais americano dos filmes europeus.
.

saint jean


Não tentarei descrevê-la.
Era indescritível.
Era uma incitação, uma dádiva, uma loucura.
A qualidade das rendas e das sedas, a maneira de se entrelaçarem, o modo de se abrir e de se fechar, revelar e ocultar, imitar e transformar, parecer-se e desaparecer, tudo isso contrastava maravilhosamente com aquela simplicidade guerreira, andrógina de que já falei: Diana, a santa combatente, Diana, a gamine parisiense.
Censurei-me.
Ela odiava essa palavra.
Désolé.

Carlos Fuentes,
Diana, a Caçadora Solitária.
.

imagem: Jean Seberg, que inspirou a descrição acima.
.

domingo, 8 de julho de 2007

.
é da natureza do amor ser refém do destino.

Francis Bacon.
.

sábado, 7 de julho de 2007

07.07.07


Sete motivos para gostar de Acossado (A Bout de Souffle, 1959), primeiro longa-metragem do polêmico franco-suíço Jean-Luc Godard(mesmo que não se goste dele):

1) o roteiro foi escrito por Godard e um então amigo, colega na revista Cahiers du Cinéma, que logo estrearia também na direção de filmes: François Truffaut.

2) a influência do filme nos anos seguintes, em várias cinematografias, incluindo para o nosso Cinema Novo, e na cultura de uma maneira geral, é inegável.

3) Jean-Paul Belmondo & Jean Seberg formam um dos casais mais belos & charmosos do cinema. Sempre.

4) é, ainda, o melhor filme de Godard (e, sim, isso é muita coisa!). Ao longo das décadas de 1960 e '70 o cineasta abraçaria a política e os experimentalismos de maneira extrema e radical, cometendo o pecado de tornar seus filmes chatos e tediosos. Mas sua importância para a Nouvelle Vague e para todo o cinema é evidente, mesmo que seja mais pelo que ajudou a destruir - noções de linearidade, atuações algo empostadas dos atores etc. - que pelo que construiu.

5) a liberdade está presente, viva & pulsante, em todo o filme, como poucas vezes antes ou depois.

6) o filme tem Paris, sem imagens de cartão-postal mas lindamente fotografada em p&b pelas mágicas lentes de Raoul Coutard, habitual colaborador do cineasta.

7) é bem melhor que sua refilmagem americana - A Força do Amor (Breathless, 1983), por Jim McBride, com Richard Gere e Valerie Kaprisky.
.

imagem: Jean-Paul Belmondo & Jean Seberg, claro!
.

terça-feira, 3 de julho de 2007

assim, afastando de leve as cortinas


Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura.
Nunca fui outra coisa.
Nasci menino, hei de morrer menino.
E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista.
Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.

Nelson Rodrigues.
.

domingo, 1 de julho de 2007

espelho, espelho meu


(noto que as referências neste blog começam a ficar perigosamente sérias. vamos a outras leituras, rápido!)
.

Não que eu compre, mas... de vez em quando, em salas de espera e afins (o que me leva a pensar: por que uma psicanalista teria Contigo! para seus pacientes? o que quer dizer com isso?), acabo encontrando aquelas admiráveis & informativas revistas femininas. Eu geralmente vôo sobre a Quem com unhas & dentes; acho a mais divertida delas, a mais variada.
A mais recente traz matéria de capa sobre "Beleza aos 20, 30, 40 e 50 anos". E é lida avidamente, claro!!
Se não fosse esse meu superego absurdo, bem poderia anotar algumas dicas; mas tenho vergonha e tento decorá-las, confiando além do que deveria na minha desmemória.
* Sabrina Satto diz que uma pomada usada em "machucado roxinho" acaba com olheiras. Será?!
* alguém (quem? quem?) indica Hipoglós, com o mesmo fim. Já conheço os passos dessa estrada, sei que não vai dar em nada...
* Maitê Proença diz que toma um copo de água morna assim que acorda. (ah, o Dalai Lama faz isso também, mas não para melhorar olheiras, acho. Se ele faz, é porque é bom, certo?).

Oh-oh. Eu não gosto de água. Menos ainda de manhã cedo. Menos menos ainda morna, que dá náusea.
Tá, é por isso que eu não sou tão zen quanto o Dalai.
Nem tão linda quanto Maitê Proença, já sei... :(
.

imagem: Tears, de Man Ray.
.