quarta-feira, 19 de maio de 2010

passione


Não que eu precisasse de alguma desculpa pra ver mais uma novela - e mais uma de Sílvio de Abreu, ainda por cima - mas essa é irresistível:

"'Passione' vem da paixão por um período específico do cinema italiano que eu adoro. A comédia e o melodrama italianos dos anos 1940, 1950 e 1960, juntos, eram humanos, cômicos, verdadeiros e abso­lutamente irresistíveis. Durante minha juventude tive o privilégio de acompanhar o auge desse cinema. Vittório de Sica, Mario Monicelli, Fellini, Visconti, enfim, os grandes diretores italianos, e os mais populares como Steno; os atores como Totó, Aldo Fabrizi, Alberto Sordi, Marcello Mastroianni, Sophia Loren, Gina Lolobrigida... Tudo isso formava um mundo muito fascinante. E a Itália, para mim, era um país cativante, mágico, ensolarado, divertido, para onde eu sonhava ir. Assistia a esses filmes com enorme prazer. "
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Há alguns dias, entrevistada por Jô Soares, Mariana Ximenes falava que achou lindo algo que Sílvio de Abreu dissera sobre como assistir aos filmes de Hollywood, como os musicais da Metro, o deixavam feliz, na juventude. Como o inspiravam, como o faziam sonhar.
Como eu poderia não gostar desse homem?

(só uma dúvida: aquele filme a que Tony Ramos & família assistiram no primeiro capítulo é Os Girassóis da Rússia? a história parece com a da personagem de Leandra Leal, o cabelo de Sophia Loren também...)
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sábado, 1 de maio de 2010

deus permite a todo mundo...


Feriado: Dia do Trabalho.
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terça-feira, 27 de abril de 2010

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benditos os que conseguem se deixar em paz.

Martha Medeiros.
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da vida das marionetes (xvii)


Martin Scorsese (Martin my dear) e Leonardo DiCaprio no set de Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) - que eu, oh-vida! - perdi de ver no cinema. ~.~
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

brincadeira de criança


Ainda Norma Bengell:

Pesquisando no gúgol imagens da atriz, encontrei a capa de uma Contigo (antes do !) em que ela aparece ao lado de seu então marido Gabriele Tinti, galã italiano da década de '60, com quem ela esteve casada por alguns anos.
Mas o que me atraiu mais na revista foi uma manchete abaixo da que os chamava de "casal do ano"; me chamou a atenção "Quem é quem no cinema europeu".
Como Norma e Tinti se casaram em 1963, quando filmaram juntos o Noite Vazia de Walter Hugo Khouri, vamos supor que seja daquele ano a tal capa. Quem seria quem no cinema europeu, então?

*vamos imaginar, é só uma brincadeira...*

1. Marcello Mastroianni

Talvez o mais belo ator europeu, rivalizando apenas com Alain Delon, francês que também tem feito sucesso nas matinês. Ator de filmes polêmicos como A Doce Vida e O Belo Antônio, Mastroianni tem quase 40 anos e é casado há anos com Flora Carabella, com quem tem uma filhinha. Já trabalhou com alguns dos grandes talentos do cinema italiano, em comédias e dramas de igual brilho.

2. Sophia Loren

Outra italiana, amiga de Mastroianni e já ganhadora do primeiro Oscar para uma atriz em um filme estrangeiro (por seu papel em Duas Mulheres, do mestre Vittorio De Sica). Próxima dos 30 anos, com filmes italianos e em Hollywood - onde dizem ter deixado paixões em astros como Cary Grant e Peter Sellers - a belíssima atriz tem um envolvimento amoroso com o produtor Carlo Ponti, grande incentivador de sua carreira.

3. Alain Delon

Como já dissemos, é o único rival em beleza à altura de Mastroianni. O ator francês tem feito filmes em seu país e na Itália, e é noivo da eterna Sissi, a austríaca Romy Schneider - um namoro um tanto atribulado, mas um belíssimo casal.

4. Brigitte Bardot

A maior estrela francesa, a mais fotografada e a mais polêmica. Nos últimos anos tem se dedicado a filmes mais "sérios", mas a imagem de sex-symbol ainda é seu forte, com seus muitos romances e escândalos. Dizem que virá em breve ao Brasil, curiosa por conhecer nossa natureza e a Bossa Nova, da qual é fã.

5. Jeanne Moreau

Uma revista italiana deu a Jeanne e a seu colega francês Jean-Paul Belmondo uma capa em que eram apontados como "os astros mais feios do cinema". Feios (para alguns), mas extremamente charmosos e talentosos. Jeanne é a musa (nas telas e fora delas) de diretores como François Truffaut e Louis Malle, e sua coragem em interpretar heroínas de comportamento controverso é tão notável quanto seu talento - é considerada pelo genial Orson Welles "a maior atriz do mundo".

6. Peter O'Toole

Nem sempre são necessários muitos filmes para se reconhecer um grande ator. Para o irlandês O'Toole bastou Lawrence da Arábia, grande filme do inglês David Lean, para levá-lo à fama, à indicação ao Oscar - não venceu, mas deverá ser a primeira de muitas - e para outros papéis importantes em filmes ingleses e americanos.

7. Monica Vitti

Italiana que é a atriz favorita de seu compatriota Michelangelo Antonioni, das mais belas e talentosas de um país de mulheres notavelmente belas. Uma espécie de Brigitte Bardot mais séria e intelectual, tem grande futuro.

8. Jean-Paul Belmondo

Não tão belo quanto seu colega Delon, mas desde que fez Acossado, de Jean-Luc Godard, poucas se lembram de sua beleza não ser tão unânime. Charmoso, elegante, talentoso, Belmondo é talvez o melhor ator francês de sua geração.

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domingo, 25 de abril de 2010

a gente não se reconhece ali


Há algum tempo meu pai duvidou e só depois de ver os créditos do Toma Lá Dá Cá acreditou no que eu dizia: sim, aquela senhora obesa e nada atraente que interpretava Dona Deise, masculinizada e caricata, era mesmo Norma Bengell, a bela atriz que seduziu brasileiros e europeus (como o belo italiano Gabriele Tinti, com quem foi casada) na década de '60.
Envelhecer bem é privilégio de poucas - Fernanda Montenegro, Sophia Loren, poucas mais - mas ver a decadência física de musas é sempre melancólico. O caso de Norma, a primeira atriz a aparecer nua no cinema brasileiro, cantora de Bossa Nova, diretora de filmes não tão bons, envolvida em polêmicas com recursos públicos, ex-namorada de Alain Delon ("ele me pediu em casamento, eu é que não aceitei"), tem me parecido mais triste que outros. Estou bem desinformada há meses, então não sei se ela tem estado doente, mas uma entrevista que vi ontem da atriz me chamou a atenção para sua fala algo lentificada, sua labilidade emocional, a impressão de impregnação que o uso de algumas medicações dá (repito: tudo suposição, não digo que ela esteja tomando nada, não sei de nada).
Achei extremamente triste ela responder sobre "como era quando você era estrela?" Por que perguntar assim? custava fingir um pouco e não lembrá-la o tempo todo que o passado teve seus momentos de brilho, mas eles ficaram lá, bem escondidos e quase esquecidos no passado? Ao lembrar uma peça que fizera em Paris, com a atriz francesa Maria Casarès, Norma chegou a chorar ao repetir uma frase sobre que fazia alusão a ser esquecida, e aí eu por pouco não mudei de canal.
Se tem uma situação que particularmente me entristece é de quem teve um futuro glorioso, os Tenembauns da vida real, que tinham tudo pra ascender mas não se tornaram tão memoráveis como parecia que seriam - ou, como Norma, chegaram a brilhar muito, mas o tempo arrefeceu seu brilho.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

sonhos de consumo (vii)


Arriscando revelar de uma vez minha idade provecta: eu tinha - e a-do-ra-va - bonequinhas de papel e suas roupinhas com pedacinhos dobráveis pra ajustar.
E essa, bem 50's, de Natalie Wood, então, que maravilha devia ser...
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