terça-feira, 28 de setembro de 2010

amores possíveis


Minha arrogância cinematográfica me faz ficar desconfiada de filmes cult, ou que se proclamem cool, mas às vezes sou forçada a baixar o narizinho empinado e concordar com os elogios. E é ótimo quando isso acontece, muito mais prazeroso do que ficar do contra.
Foi o que ocorreu na semana passada, quando finalmente vi (500) Dias com Ela [(500] Days of Summer, 2009], comédia romântica (mesmo que não se pretenda assim, superficialmente) que fez sucesso quando lançada e eu ainda não tinha podido ver.
Não que seja daqueles filmes inesquecíveis, mas certamente merece um lugar entre os melhores recentes desse gênero tão injustiçado e subestimado.
Há várias coisas boas a apontar: a trilha sonora nostálgica e moderninha, ao mesmo tempo; as referências divertidas a outros filmes; a originalidade, a leveza, a elegância; mas há principalmente a atriz principal, que é a cara e a razão de ser do filme, mesmo com uma personagem que poderia sem bem melhor desenvolvida - a bela Zooey Deschanel, que há tempos merecia um filme para ela. Com olhões de iluminado azul e uma beleza doce mas um tanto séria, até mesmo antiga (como convém a Summer e seus cabelos e roupas 60's), Zooey ilumina as cenas em que aparece e justifica a quase obsessão de Tom (Joseph Gordon-Levitt), arquiteto frustrado que começa o filme escrevendo aqueles cartões para-quem-não-quer-perder-tempo-pensando.
Já li que o filme é considerado uma espécie de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa da geração i-Pod - uma comparação meio lesa mas também verdadeira, guardadas as devidas proporções, claro. Mas, independente de comparações, (500)... tem vida própria, emociona, diverte e faz a gente se sentir melhor ao final - o que eu acho uma qualidade das mais elogiáveis em qualquer filme - mesmo para quem é, na vida de cá, mais Tom que Summer e, portanto, nem sempre entende o que já dizia Carlos Drummond: "Carlos, sossegue, o amor /é isso que você está vendo: /hoje beija, amanhã não beija, /depois de amanhã é domingo / e segunda-feira ninguém sabe /o que será. "
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

12

Mais um niver (palavrinha hor-ro-ro-sa) do Gúgol.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

é difícil como quê

Tem coisas que a gente escuta só porque tem ouvidos, mesmo.
Estava hoje na sala de espera de um consultório e a notícia que o plantão do telejornal mostrava dizia:
- Adolescente paraibano de 16 anos é mantido escravo no Rio Grande do Sul, trabalhando 12 horas por dia sem receber salário.
O que um rapaz ao meu lado achou disso?
- Pelo menos tá trabalhando, não tá por aí roubando, matando.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

lula-lá



Como minha mãe diz, triste do poder que não pode.
Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto, foi escolhido hoje como indicado brasileiro entre os candidatos a uma vaga de concorrente ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
Pois é.
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sábado, 18 de setembro de 2010

half agony, half hope


Não consigo mais ouvir em silêncio. Tenho de falar com você com os meios que estão ao meu alcance. Você trespassa a minha alma. Sou agonia e esperança. Não me diga que é tarde demais, que tais preciosos sentimentos se foram para sempre. Eu volto a me oferecer a você, com um coração ainda mais seu do que quando você quase o partiu, oito anos e meio atrás. Não ouse dizer que os homens se esquecem mais rápido do que as mulheres, que o amor deles morre mais cedo. Só a você tenho amado. Posso ter sido injusto, fui fraco e ressentido, mas nunca inconstante. Só por você vim a Bath. Só por você eu penso e faço planos. Será que você não conseguiu entender meus desejos? Não teria esperado nem estes dez dias, se tivesse podido ler os seus sentimentos, como acho que você entendeu os meus. Mal consigo escrever. Estou a cada instante ouvindo coisas que me esmagam. Você abaixa a voz, mas posso distinguir tons nessa voz que aos outros passariam despercebidos. Criatura excessivamente boa, excessivamente excelente! Você nos faz justiça, sem dúvida. Acredita que o verdadeiro afeto e constância existam entre os homens. creia que tal afeto é mais do que fervoroso e mais do que constante em

F.W.


Tenho de ir, incerto de meu futuro; mas vou voltar para cá ou acompanhar o seu grupo, assim que possível. Uma palavra, um olhar serão o bastante para decidir se entrarei na casa de seu pai esta noite ou nunca mais.
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Eu particularmente prefiro a ironia de Orgulho e Preconceito, mas foi impossível não me emocionar com a carta do Capitão Frederick Wentworth para Anne Elliot em Persuasão. Talvez porque, como Anne, eu também espero já ter passado da idade de corar, mas certamente não superei a idade de me comover.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010


"A Bucky Ball e a molécula mais redonda e mais simétrica que o Homem conhece."
É o que o Google informa sobre a simpática bolinha aqui mostrada, ilustre desconhecida até então (para mim, claro).
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