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benditos os que conseguem se deixar em paz.
Martha Medeiros.
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terça-feira, 27 de abril de 2010
da vida das marionetes (xvii)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
brincadeira de criança

Ainda Norma Bengell:
Pesquisando no gúgol imagens da atriz, encontrei a capa de uma Contigo (antes do !) em que ela aparece ao lado de seu então marido Gabriele Tinti, galã italiano da década de '60, com quem ela esteve casada por alguns anos.
Mas o que me atraiu mais na revista foi uma manchete abaixo da que os chamava de "casal do ano"; me chamou a atenção "Quem é quem no cinema europeu".
Como Norma e Tinti se casaram em 1963, quando filmaram juntos o Noite Vazia de Walter Hugo Khouri, vamos supor que seja daquele ano a tal capa. Quem seria quem no cinema europeu, então?
*vamos imaginar, é só uma brincadeira...*
1. Marcello Mastroianni
Talvez o mais belo ator europeu, rivalizando apenas com Alain Delon, francês que também tem feito sucesso nas matinês. Ator de filmes polêmicos como A Doce Vida e O Belo Antônio, Mastroianni tem quase 40 anos e é casado há anos com Flora Carabella, com quem tem uma filhinha. Já trabalhou com alguns dos grandes talentos do cinema italiano, em comédias e dramas de igual brilho.
2. Sophia Loren
Outra italiana, amiga de Mastroianni e já ganhadora do primeiro Oscar para uma atriz em um filme estrangeiro (por seu papel em Duas Mulheres, do mestre Vittorio De Sica). Próxima dos 30 anos, com filmes italianos e em Hollywood - onde dizem ter deixado paixões em astros como Cary Grant e Peter Sellers - a belíssima atriz tem um envolvimento amoroso com o produtor Carlo Ponti, grande incentivador de sua carreira.
3. Alain Delon
Como já dissemos, é o único rival em beleza à altura de Mastroianni. O ator francês tem feito filmes em seu país e na Itália, e é noivo da eterna Sissi, a austríaca Romy Schneider - um namoro um tanto atribulado, mas um belíssimo casal.
4. Brigitte Bardot
A maior estrela francesa, a mais fotografada e a mais polêmica. Nos últimos anos tem se dedicado a filmes mais "sérios", mas a imagem de sex-symbol ainda é seu forte, com seus muitos romances e escândalos. Dizem que virá em breve ao Brasil, curiosa por conhecer nossa natureza e a Bossa Nova, da qual é fã.
5. Jeanne Moreau
Uma revista italiana deu a Jeanne e a seu colega francês Jean-Paul Belmondo uma capa em que eram apontados como "os astros mais feios do cinema". Feios (para alguns), mas extremamente charmosos e talentosos. Jeanne é a musa (nas telas e fora delas) de diretores como François Truffaut e Louis Malle, e sua coragem em interpretar heroínas de comportamento controverso é tão notável quanto seu talento - é considerada pelo genial Orson Welles "a maior atriz do mundo".
6. Peter O'Toole
Nem sempre são necessários muitos filmes para se reconhecer um grande ator. Para o irlandês O'Toole bastou Lawrence da Arábia, grande filme do inglês David Lean, para levá-lo à fama, à indicação ao Oscar - não venceu, mas deverá ser a primeira de muitas - e para outros papéis importantes em filmes ingleses e americanos.
7. Monica Vitti
Italiana que é a atriz favorita de seu compatriota Michelangelo Antonioni, das mais belas e talentosas de um país de mulheres notavelmente belas. Uma espécie de Brigitte Bardot mais séria e intelectual, tem grande futuro.
8. Jean-Paul Belmondo
Não tão belo quanto seu colega Delon, mas desde que fez Acossado, de Jean-Luc Godard, poucas se lembram de sua beleza não ser tão unânime. Charmoso, elegante, talentoso, Belmondo é talvez o melhor ator francês de sua geração.
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domingo, 25 de abril de 2010
a gente não se reconhece ali

Há algum tempo meu pai duvidou e só depois de ver os créditos do Toma Lá Dá Cá acreditou no que eu dizia: sim, aquela senhora obesa e nada atraente que interpretava Dona Deise, masculinizada e caricata, era mesmo Norma Bengell, a bela atriz que seduziu brasileiros e europeus (como o belo italiano Gabriele Tinti, com quem foi casada) na década de '60.
Envelhecer bem é privilégio de poucas - Fernanda Montenegro, Sophia Loren, poucas mais - mas ver a decadência física de musas é sempre melancólico. O caso de Norma, a primeira atriz a aparecer nua no cinema brasileiro, cantora de Bossa Nova, diretora de filmes não tão bons, envolvida em polêmicas com recursos públicos, ex-namorada de Alain Delon ("ele me pediu em casamento, eu é que não aceitei"), tem me parecido mais triste que outros. Estou bem desinformada há meses, então não sei se ela tem estado doente, mas uma entrevista que vi ontem da atriz me chamou a atenção para sua fala algo lentificada, sua labilidade emocional, a impressão de impregnação que o uso de algumas medicações dá (repito: tudo suposição, não digo que ela esteja tomando nada, não sei de nada).
Achei extremamente triste ela responder sobre "como era quando você era estrela?" Por que perguntar assim? custava fingir um pouco e não lembrá-la o tempo todo que o passado teve seus momentos de brilho, mas eles ficaram lá, bem escondidos e quase esquecidos no passado? Ao lembrar uma peça que fizera em Paris, com a atriz francesa Maria Casarès, Norma chegou a chorar ao repetir uma frase sobre que fazia alusão a ser esquecida, e aí eu por pouco não mudei de canal.
Se tem uma situação que particularmente me entristece é de quem teve um futuro glorioso, os Tenembauns da vida real, que tinham tudo pra ascender mas não se tornaram tão memoráveis como parecia que seriam - ou, como Norma, chegaram a brilhar muito, mas o tempo arrefeceu seu brilho.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
sonhos de consumo (vii)
terça-feira, 16 de março de 2010
1992,1993...
Vagas estrelas da Ursa,
eu não contava
Voltar ao hábito de vos olhar
Sobre o pátrio jardim esplendoroso
E conversar convosco das janelas
Deste refúgio onde morei menino
E vi o fim das minhas alegrias.
Não que seja alguma coisa são bonita ou tão melancólica quanto os versos de Leopardi que inspiraram Visconti.
Mas como algo banal como uma foto no Orkut pode trazer lembranças tão vivas...
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eu não contava
Voltar ao hábito de vos olhar
Sobre o pátrio jardim esplendoroso
E conversar convosco das janelas
Deste refúgio onde morei menino
E vi o fim das minhas alegrias.
Não que seja alguma coisa são bonita ou tão melancólica quanto os versos de Leopardi que inspiraram Visconti.
Mas como algo banal como uma foto no Orkut pode trazer lembranças tão vivas...
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terça-feira, 9 de março de 2010
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