sábado, 26 de setembro de 2009

je vous présente jeanne


Em 1957, estava com Louis [Malle] em Cannes, para apresentar “Ascensor [para o Cadafalso]”, no antigo Palácio do Festival, quando vi um homem pequenino vindo em nossa direção. Era François Truffaut, que conhecia Louis. Em um momento em que Louis estava longe, François pediu meu telefone e disse que queria me mandar um livro. Era “Jules e Jim”.Quando estávamos filmando “Jules e Jim”, o coprodutor, de repente, parou de acreditar no filme, nas cenas que vira filmadas, e foi embora. Tivemos que parar as filmagens. Eu já tinha feito um bom dinheiro naquela época. Então disse a François: tenho dinheiro. E virei coprodutora do filme.

Jeanne Moreau,
em entrevista esta semana, no Rio de Janeiro.
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Agora fiquei imaginando a cena, mais interessante quando a gente lembra que ela foi um grande amor tanto de Louis Malle quanto de François Truffaut, que os dois ficaram de coração partido depois que ela os deixou, e como para os dois diretores o amor era um tema tão frequente, mas elaborado de formas tão diferentes.
Daqui:

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