terça-feira, 25 de janeiro de 2011

a vingança dos nerds


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A crítica de Peter Travers na Rolling Stone comenta a imagem de Zuckerberg, milionário, sentado sozinho numa sala escura, “com o rosto iluminado pela luz azul do monitor, e fingindo que não está sozinho”. É uma maneira bitolada de ver as coisas. Muita gente pulando carnaval também finge que não está sozinha. Os nerds estão reinventando o mundo à sua imagem e semelhança. Dizer que um computador não faz companhia é tão injusto quanto dizer o mesmo de um livro ou de uma vitrola tocando Beethoven. O Facebook pode dar uma simples ilusão de sociabilidade, mas esta não é mais ilusória, para as pessoas “que não se encaixam”, do que a sociabilidade em carne-e-osso de uma festinha no campus, uma platéia de rock ou um churrasco na laje. O filme mostra que o mundo está cada vez mais formatado pelos nerds, após séculos de ditadura dos extrovertidos.

Bráulio Tavares,
sobre A Rede Social (The Social Network, 2010).
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Meu Deus, ele resumiu o que eu sentia quando me diziam que eu sempre seria sozinha, enquanto não me "adaptasse às diversões de todo mundo". De que me adiantaria essa adaptação? As pessoas que eu conhecesse dançando forró, por exemplo, ou estariam sendo enganadas - porque eu não sou a criatura mais festiva da face da terra - ou talvez não gostariam de, em vez de estar ali, estar em casa assistindo a um filme. Livros sempre me fizeram (e fazem) companhia, e das melhores, assim como filmes e a internet.
Obrigada, Bráulio.
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