domingo, 24 de junho de 2007

não é engraçado a gente ser assim, sozinha?

A vida só é possível
reinventada.

Estes versos de Reinvenção, de Cecília Meirelles, ficaram na minha cabeça enquanto apareciam os créditos finais de Françoise (2001), o curta-metragem de Rafael Conde, baseado em um conto de Luiz Vilela.
Com três atores apenas no elenco - Débora Falabella e seu pai, Rogério Falabella, e Fernando Ernest - o filme mostra o encontro, em uma rodoviária, local dos mais propícios à solidão, de dois personagens solitários, dois perdidos numa noite suja: um homem que espera o ônibus para o Rio e uma garota que parece ficar sempre ali.
Praticamente só ela fala, contando coisas de sua vida: memórias, sonhos, impressões, para um encantado interlocutor.
Parece bobo, mas é tudo tão exato, tão docemente melancólico, tão bem interpretado - Débora Falabella, como a Françoise do título, é encantadora, comovente - que se torna irresitível, quase uma pequena obra-prima.

Aqui:

http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=560
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