Acabei de me sentir de volta para o passado, mais exatamente para os anos '80 e as revistas Manchete, cheias de informações absolutamente inúteis - mas tão divertidas - sobre celebridades.
Em meio às matérias sobre a crise no casamento de Charles & Diana ou as aventuras amorosas das belas princesas de Mônaco, nem tudo era só fofoca: havia também as notícias "sérias", como a polêmica que envolvia o "Caso von Bülow" - caso de polícia e dos mais graves, gente.
Martha 'Sunny' von Bülow era uma herdeira americana, casada durante alguns anos com um príncipe europeu, pai de dois de seus filhos. Em meados dos anos '60 casou-se com outro europeu, menos nobre e ex-rico falido, o playboy Claus von Bülow, pai de sua filha Cosima. Com episódios freqüentes de depressão, enquanto seu marido divertia-se nas festas do jet-set (viva a Manchete!) mundial, Martha se tornava mais e mais anímica e dependente ao longo dos anos, até que, em 21 de dezembro de 1980, sucumbiu a um coma profundo do qual nunca se recuperaria. A causa: dose excessiva de insulina endovenosa - além de ser pouco usual a via de administração, nada mais estranho que seu uso em alguém que não era diabética...
E assim surgiu o mistério: como foi que aconteceu a superdosagem? Uma tentativa de suicídio pela depressiva 'Sunny'? Ou uma tentativa de assassinato por seu marido tão suspeito? A dúvida - e os julgamentos - renderam matérias e matérias na imprensa mundial, o envolvimento de advogados famosos e muito dinheiro, sendo Claus von Bülow, ao final, absolvido.
'Sunny' viveria em coma pelos próximos 28 anos, encerrados ontem, dia 06, com sua morte em um asilo em Nova York.
O caso rendeu também um ótimo filme, que foi a minha primeira imagem ao ver a notícia hoje (a Manchete veio logo depois): O Reverso da Fortuna (Reversal of Fortune, 1990), de Barbet Schroeder, que proporcionou a Jeremy Irons seu Oscar de Melhor Ator - perfeito e charmosíssimo como von Bülow - e a 'Sunny' uma imagem nada simpática, na ótima atuação de Glenn Close.
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Um comentário:
Alana querida, fazia um tempo que eu não andava por aqui. La donna continua linda e mobile.
Beijos!
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