
Vou terminar 2008 me enquadrando na categoria "cinéfila não-praticante" (com ou sem hífen, meu Deus? continuo totalmente por fora da nova reforma ortográfica), tenho que admitir.
Poderia apontar vários culpados pelo descanso: o trabalho (you know I work all day...); a falta de mais opções nos cinemas e locadoras locais; o fato de ser uma dona-de-casa, agora; a preguiça, mesmo.
O fato é que, como manda a tradição dos finais de ano, estava pensando hoje, logo ao acordar, em quais teriam sido os melhores filmes vistos ao longo de 2008. Nem sei se serão 10, como também manda a tradição, mas vamos tentar:
1. Na Natureza Selvagem (Into the Wild) - o filme mais tocante do ano, com a melhor trilha sonora. Fiquei ainda mais fã de Sean Penn.
2. Desejo e Reparação (Atonement) - já havia me apaixonado pelo livro, o que quase me fazia não ver o filme, pra que não lhe diminuísse o impacto. Graças a Deus mudei de idéia, a tempo de ver e gostar muito da adaptação, quase perfeita. E tem, além de tudo, Vanessa Redgrave mais uma vez iluminada.
3. Não Estou Lá (I'm Not There) - este foi um ano definitivamente Bob Dylan, para mim. E as múltiplas versões deste filme, principalmente a de Cate Blanchett, me encantaram.
4. Batman - O Cavaleiro da Trevas (The Dark Knight) - uma das notícias mais tristes do ano foi a morte de Heath Ledger, fazendo aumentarem ainda mais as expectativas em torno do novo filme do homem-morcego. Expecativas muito bem respondidas por Christopher Nolan e seu filme; ainda que não seja, sempre para mim, claro, melhor que os dois filmes de Tim Burton...
5. Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) - por falar em Tim Burton, olha ele aqui! Tudo bem que é um musical estranho, e que Johnny Depp às vezes se pareça perigosamente com Bento Carneiro... mas é um filme ótimo, original e mórbido-na-medida-certa, como quase tudo do diretor.
6. Sangue Negro (There Will Be Blood) - a melhor atuação do ano foi a de Daniel Day-Lewis, pra variar.
7. Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men ) - não é o melhor filme dos Irmãos Coen, mas é um dos melhores, o que já garante estar acima de muitos outros. Dá pra perdoar até o cabelo do Bardem.
8. Vicky Cristina Barcelona - Bardem de novo, agora bem mais charmoso, irresistível mesmo. Por falar no filme mais divertido de Woody Allen nos últimos tempos, acho que vou ouvir a trilha pela centésima vez.
9. Ensaio sobre a Cegueira (Blindness) - [e eu ainda não li o livro] Para confirmar (precisava?) o talento de Fernando Meirelles, um filme excelente, com elenco perfeito e impactante como poucos.
10. Juno - ser original, divertido, leve e sem julgamentos de valor fazem dele - junto com a luminosa atuação de Ellen Page - um dos melhores dos últimos tempos, sem qualquer dúvida.
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3 comentários:
Uma coisa curiosa nessa lista, apesar da ressalva que se baseou no que assistiu ou nos títulos disponíveis nas locadoras da sua cidade. Embora não haja mesmo muito o que acrescentar, a totalidade dos filmes é basicamente de produções norte-americanas, mesmo quando realizados por cineastas de fora (como o brasileiro Meirelles) ou de ares cosmopolitas (como o inesgotável Woody Allen).
Não chega a ser uma surpresa. É o cinema de Grifith, Welles, Chaplin, Vidor, Ford, Hawks, Hitchcock, Wyler, Huston, Wilder, Wellmann, Minnelli, Donen, Stevens, Fuller, Peckinpah, Coppola, Scorsese e Spielberg, entre muitos outros. Não existe linhagem igual em nenhuma outra cinematografia, gostem ou não os anti-americanos (também não sei se tem hífen) por adoção.
Acho que a safra não foi muito boa. Alguns filmes foram justificados pela qualidade de uma atuação. Fico pensando quantos deles teremos vontade de rever no futuro. Se é que filmes são feitos para serem revistos...
E você deu 3 pra 'Juno'?? (Hehehe)
E é 'Desejo e Reparação', não é?
Beijo!
Alana, concordo sobre o Into the Wild, uma maravilha à altura do Sean Penn.
Beijos, tenha um ano cheio de pães, artes e alegrias
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