sábado, 23 de fevereiro de 2008

ô lá em casa


Torço fervorosamente para que Daniel Day-Lewis (>suspiros<) ganhe novamente o Oscar de Melhor Ator amanhã, 18 anos depois de ganhar o prêmio por Meu Pé Esquerdo (My Left Foot, 1989).
Mas que dá uma vontadezinha de também torcer por George Clooney, ah, dá!
O ator americano talvez não tenha tanto talento quanto o belo Day-Lewis, que é sem dúvida um dos maiores do mundo hoje, além de ter toda uma aura de mistério, com uma carreira única: atua apenas nos filmes em que acredita, com as pessoas em quem confia; poucos & bons filmes, com atuações inesquecíveis.
Mas Clooney tem suas armas. Bom ator - já ganhou um Oscar de Coadjuvante, há alguns anos, por Syriana - A Indústria do Petróleo (Syriana, 2005) - e diretor interessante, com um filme ótimo - Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck, 2005) - no currículo; belo charmoso como os grandes astros da Hollywood clássica (já se tornou clichê compará-lo a Cary Grant ou William Holden); com uma carreira irregular, mas que o torna mais humano, talvez, falível; é um dos poucos astros a repetir no cinema o sucesso inicialmente conseguido em uma série de TV (o dr. Ross, pediatra de Plantão Médico, era o máximo); é Mensageiro da Paz da ONU; parece sempre mais simpático e bem-humorado que outras celebridades.
E, se a ironia é uma manifestação de inteligência, a auto-ironia é ainda mais, e ambas são freqüentes nas intrevistas de Clooney. Como, ao ser perguntado sobre as expectativas para o Oscar: " Eu sou a Hilary do Obama Daniel Day-Lewis."

Dá pra resistir?
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