domingo, 10 de fevereiro de 2008

mudança de comportamento


Sempre tive essa mania meio ridícula de tentar encaixar o cinema em tudo na minha vida. Às vezes eu me dano.
Imaginar histórias romanticamente aventureiras, ver amorespossíveis onde pouco há de real, idealizar pessoas por parecerem personagens queridos, investir sentimentos/ ações/ minha pele naquelas velhas conhecidas "histórias que não dão futuro a ninguém, mas dão um passado".
Ao perceber o quanto de ilusão havia naquilo, a reação também é posada, como alguma personagem mais sarcástica de algum filme europeu: um risinho cínico no canto da boca, aquele que fica quando se faz algo friamente, só pela experiência. Imaginando que tudo bem, o tempo das Irmãs Brontë já vai longe.

Mas, enquanto fecha a porta do elevador e ouço o barulhinho do Sonho de Valsa abrindo, me lembro de Chico Buarque cantando: "e dou risada do grande amor".
Mentira.
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Um comentário:

Bruna O. disse...

Talvez essa cinefilia frustrada (olha o merchan!) seja o maior problema da minha vida.
E quando os amores são realmente possíveis, perdem a graça pra mim, ás vezes. Eu preciso de um conflito, de um problema, de longas discussões de relação pra me sentir melhor. Mas acho que tenho um problema grande em encarar relações sem futuro. E daí tem outro problema com as possíveis: sempre acho que elas também não terão.
O negócio é que eu complico tudo. Acho que gosto mesmo é de amor mal resolvido...