sexta-feira, 4 de julho de 2008

capas (i)


Houve um tempo em que eu achava Claudia Schiffer o exemplo máximo de beleza, a perfeição.
Nessa época, começo dos anos '90, comecei a me interessar por moda e a comprar as revistas que encontrava, o que se resumia a Elles e Vogues brasileiras, raramente alguma Vogue americana que por acaso se perdesse pela Praça da Bandeira e encalhasse na banca de Orlando; além de ler e reler as revistas antigas de uma tia, para desespero de minha mãe, que começava a ver a casa cada vez mais entulhada de papel.
Mas foi num jornal, e não numa revista, que vi pela primeira vez uma das modelos que mais me impressionaram, e me impressionam ainda hoje: eu vi Linda Evangelista na Folha de São Paulo, e desde então a beleza mudou totalmente para mim. Não mais Claudia Schiffer e seu rosto de boneca, viva a beleza moderna, cubista, mutante da modelo canadense!
Já é clichê falar das transformações dela, ou da sua arrogância (foi ela que disse não levantar da cama por menos de dez mil dólares), ou da longevidade. Hoje, já aos 40 anos, idade impensável para uma modelo, Linda Evangelista sobreviveu aos altos & baixos da carreira, aos escândalos, às novas belezas, e ainda é capaz de aparecer belíssima, glamourosa, a imagem de beleza e elegância, como na edição de junho da Vogue italiana, fotografada por um dos seus fotógrafos favotitos, Steven Meisel.
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Aqui:


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Um comentário:

Roberto Souza disse...

Trágica obsessão.

“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”, perguntava todas as manhãs a Rainha Malvada.

Aquele espelho se tivesse alguma noção do que falava, também não fosse coagido por sua dona, diria:

“A formosura absoluta e a perfeição não são humanas. Alguém mais belo talvez não, mas o crepúsculo e o amanhecer com certeza são”.

Aliás, por que uma mulher não consegue ver um espelho sem verificar a aparência, nunca evitando aquela ajeitadinha nos cabelos? Sempre perseguindo esse "impossible dream", a cabeleira com os 100 mil fios no lugar?

Não é mesmo ruim ser espelho. Ao menos, acho sempre possível descobrir beleza numa mulher, são naturalmente atraentes. Assim, nunca pergunte por quem os espelhos refletem: eles o fazem por ti.

Desde que pertença ao sexo feminino.