terça-feira, 8 de julho de 2008

houston, we have a problem


Tomei banho com cheiro de maracujá e sequei só um pouquinho os cabelos; dane-se se amanhecer amassado, eu gosto do cabelo molhado. Vesti a camiseta que não tem nada. Troquei os lençóis de flor por outros brancos. Desliguei o celular. Botei o elefantinho-sem-nome, o livro de Truffaut e Caju pra dormir na cama, todos no outro travesseiro. Acendi um incensinho e as estrelinhas cor-de-laranja. Creme para o rosto - creme para a região ao redor dos olhos - creme para as mãos - creme para os pés - meias brancas. Tomei um copo de água enoorme, sem muita sede. Desliguei a televisão (acabou a novela). Anotei uns lembretes pra amanhã: comprar Amarula, fazer as unhas, estudar síndrome hemolítico-urêmica, ligar para a Claro pra saber da conta. Agora só falta esquecer que eu estou só e que o escuro às vezes assusta.
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Um comentário:

Roberto Souza disse...

Uma vez aqui, há algum termpo, no tópico "Auto-Estima: É de Comer?" escrevi:

"Não há nada igual a feminilidade que sai do banho, com os cabelos desgrenhados, corpo molhado, a cara lavada..."

A simplicidade, sempre ela...