
Tomei banho com cheiro de maracujá e sequei só um pouquinho os cabelos; dane-se se amanhecer amassado, eu gosto do cabelo molhado. Vesti a camiseta que não tem nada. Troquei os lençóis de flor por outros brancos. Desliguei o celular. Botei o elefantinho-sem-nome, o livro de Truffaut e Caju pra dormir na cama, todos no outro travesseiro. Acendi um incensinho e as estrelinhas cor-de-laranja. Creme para o rosto - creme para a região ao redor dos olhos - creme para as mãos - creme para os pés - meias brancas. Tomei um copo de água enoorme, sem muita sede. Desliguei a televisão (acabou a novela). Anotei uns lembretes pra amanhã: comprar Amarula, fazer as unhas, estudar síndrome hemolítico-urêmica, ligar para a Claro pra saber da conta. Agora só falta esquecer que eu estou só e que o escuro às vezes assusta.
.
Um comentário:
Uma vez aqui, há algum termpo, no tópico "Auto-Estima: É de Comer?" escrevi:
"Não há nada igual a feminilidade que sai do banho, com os cabelos desgrenhados, corpo molhado, a cara lavada..."
A simplicidade, sempre ela...
Postar um comentário