

" Bem, isso quer dizer que o velho cavalo de guerra tem que voltar ao trabalho."
(Gloria Swanson)
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Nova York, noite de 29 de Março de 1951, cerimônia de entrega dos Oscars relativos ao ano anterior. Gloria Swanson, que fizera aniversário dois dias antes, comemora a data numa festa oferecida pelo amigo José Ferrer, vencedor do prêmio de Melhor Ator , por sua atuação em Cyrano de Bergerac. Ela era uma das indicadas a Melhor Atriz, num ano especialmente bom para atrizes - basta lembrar que duas de suas concorrentes eram Bette Davis e Anne Baxter, em A Malvada (All About Eve).
Gloria não ganhou o prêmio, que foi para Judy Holliday, por Nascida Ontem (Born Yesterday); mas quem esquece sua Norma Desmond?
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5 comentários:
Crepúsculo dos Deuses é inesquecível e imprescindível para entender a transição do cinema mudo para o cinema falado, tal qual Cantando na Chuva. Gosto também da biografia do Chaplin, que retrata bem essa época e sua resistência ao cinema falado. É fim de uma geração de atores, que utilizavam-se de recursos mímicos e elementos expressionistas, dando lugar ao surgimento de uma nova geração, que usará (e abusará) da música, oportunizando o surgimento dos grande musicais.
(ainda envergonhada: esqueci de citar a outra concorrente ao Oscar em 1950...Eleanor Parker!)
Obrigada pela visita!
"We didn't need dialogues, we had faces", dizia Norma, e estava certa; estava certo Chaplin, ao defender a pantomima com fervor; e assim também o som e sua magia. Ou seja: tudo cabe na tela, desde que seja belo!
Olá.
Gostei muito do seu blog, um dos melhores que já li. Já te linkei, aliás.
Veja o meu blog também, e emita sua opinião.
http://www.umparaisoperdido.blogspot.com/
Até! Invejo sua cultura!
Adoro como usam a música no cinema. Penso que a música, por vezes, supere a imagem. A música é mais eloqüente que as palavras. é por isso que os filmes são sem diálogos, mas não são mudos.
Hitchcock acertou em cheio quando optou por substituir todos os diálogos do Royal Albert Hall pela bela Cantata Storm Cloud, tranformando a música em protagonista da cena, já que ela é quem pontua os momentos de suspense e ação. É claro que somos fãs da imagem, a primeira e mais legítima manifestação cinematográfica, e por essa razão não podemos deixar de ver os belos filmes sem diálogos (mas não mudos), de Griffith, Harold Lloyd, Buster Keaton e, principalmente, os Chaplins.
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