
Estava vendo Paraíso Tropical: Ernani Moraes, o delegado, interroga todo mundo que conhecia Taís (aliás, meu pai me chamou há pouco pra me mostrar, na torcida do jogo, alguém com a faixa "EU MATEI TAíS"!), e sempre, claro, insiste nos álibis.
Sem coisas melhores a fazer, fico imaginando se fosse eu ali, interpelada.
"O que a senhora (afe, só isso já desanima) estava fazendo na tarde do dia ..., entre as ... e as ... ? " - Não lembro.
"Quando foi a última vez em que viu a vítima? " - Não lembro.
"Alguém a viu naquela tarde? " - Não lembro!
Iriam me achar completamente cínica ou completamente envolvida no crime. :(
Mas minha memória não é de muita confiança, e eu quase nunca me lembro com tanta exatidão de datas, horas, nomes, rostos... Sempre fiquei impressionada como nos romances de Agatha Christie os personagens podiam dar conta de lembrar o que faziam na hora do crime, e com detalhes.
De vez em quando até penso: e se houvesse um assassinato no meu trabalho, ou na minha rua? E se me chamassem pra depor e apresentar um álibi?
"O que a senhora estava fazendo terça-feira, dia 11, às 5 da tarde?"
Algema.
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